O dólar encerrou a sexta-feira em queda de 1,00%, cotado a R$ 5,1417, acumulando baixa de 1,53% na semana. O real liderou os ganhos globais impulsionado pelo enfraquecimento da moeda americana no exterior, em meio a planos do Tesouro dos EUA de recompra de títulos. No Brasil, o alívio cambial foi reforçado pelo cenário eleitoral, onde investidores veem com bons olhos a perspectiva de uma disputa presidencial mais acirrada, atentos aos desdobramentos sobre o risco fiscal do país.
O dólar fechou a sexta-feira em queda firme contra o real, que liderou os ganhos entre as principais moedas, pegando carona no enfraquecimento da moeda norte-americana, ao mesmo tempo em que os agentes monitoraram o noticiário eleitoral.
O dólar à vista fechou em queda de 1,00%, aos R$5,1417 na venda.
Às 17h40, o contrato de dólar futuro para setembro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- caía 1,05% na B3, aos R$5,1515.
Na semana, o dólar acumulou 1,53% de queda contra o real.
A moeda norte-americana caiu no exterior para o menor nível em três meses, com o aumento das preocupações de que o plano do Tesouro dos Estados Unidos de expandir a recompra de títulos públicos de longo prazo possa pressionar ainda mais a divisa.
Por volta das 17h40, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,07%, a 98,856.
Nesse ambiente, o real e o peso chileno lideraram os ganhos da sessão entre as moedas mais líquidas, enquanto o euro atingiu o maior valor desde 14 de maio e a libra esterlina atingiu o maior nível desde 11 de fevereiro.
Além do quadro cambial favorável no exterior, o cenário eleitoral doméstico deu ainda mais fôlego para o real.
Investidores aguardam a divulgação, no início da noite desta sexta-feira, de uma nova pesquisa de intenções de voto do Datafolha sobre o cenário para as eleições presidenciais de outubro. Na última segunda-feira, levantamento BTG/Nexus mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seguem em empate técnico em um eventual segundo turno, embora o petista continue numericamente à frente.
A perspectiva de uma disputa presidencial mais acirrada, com menor diferença de percentual de intenções de voto entre os principais candidatos, é bem-vista pelo mercado, que vê um risco fiscal maior em um eventual próximo mandato de Lula.
"O mercado segue bastante sensível ao quadro fiscal, que, por sua vez, é uma derivada direta do desfecho eleitoral", disse Bruno Perri, economista-chefe e fundador da Forum Investimentos.