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Ibovespa fecha em alta com respaldo de bancos e assegura ganho semanal

21 ago 2026 - 17h07
(atualizado às 17h45)
Resumo
O Ibovespa subiu 1,85% nesta sexta-feira, aos 171.031 pontos, acumulando ganho semanal de 2,45%, impulsionado pelo setor bancário, mineradoras e pelo clima positivo em Wall Street. Apesar da recuperação técnica e do forte avanço de ações como Usiminas, CSN e Hapvida, analistas mantêm a cautela devido à saída líquida de R$ 22 bilhões de capital estrangeiro em agosto. A Petrobras fechou quase estável e os frigoríficos avançaram após anúncio dos Estados Unidos sobre a importação de carne bovina.

O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, ‌rondando os 172 mil pontos, com respaldo das ações dos bancos e assegurando desempenho semanal positivo. 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,85%, a 171.031,73 pontos, acumulando alta de 2,45% na semana. No mês, ainda recua 3,91%.

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Na máxima do dia, chegou a 171.979,78 pontos. Na mínima, marcou 167.928,33 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$33,43 bilhões antes dos ajustes finais.

A terceira alta seguida do Ibovespa ⁠teve ainda o aval de Wall Street, onde o S&P 500 fechou com acréscimo de 0,43%.

Na visão do ‌economista sênior Vitor Kayo, da Nomad, a recuperação na bolsa paulista parece mais técnica do que estrutural, depois da forte sequência de perdas do início de agosto.

"Falta convicção de que a virada seja duradoura, ‌já que a bolsa segue dependendo muito do capital estrangeiro, ‌que saiu em peso do país neste mês, enquanto o investidor brasileiro segue mais recuado", afirmou. 

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Dados ⁠da B3 sobre a movimentação de estrangeiros no pregão paulista mostram uma saída líquida de R$22 bilhões em agosto até o dia 19.

DESTAQUES

• ITAÚ UNIBANCO PN subiu 2,91%, com os bancos do Ibovespa mostrando desempenho robusto, após pressão recente em razão de preocupações com o cenário de crédito no país. BRADESCO PN avançou 3,11%, BANCO DO BRASIL ON valorizou-se 2,16% e SANTANDER BRASIL UNIT fechou com elevação de 2%. BTG ‌PACTUAL UNIT foi o destaque do setor no índice, com alta de 3,99%.

• VALE ON avançou 1,36%, em linha ‌com o setor no exterior, em ⁠pregão bastante positivo para ⁠mineradoras e siderúrgicas na B3. USIMINAS PNA saltou 7,91%, CSN ON disparou 7,64% e CSN MINERAÇÃO fechou em alta de ⁠4,9%. GERDAU PN foi exceção e ficou estável, com investidores ‌ainda analisando potenciais reflexos para a ‌companhia da decisão dos EUA de suspender tarifas sobre importações do Canadá.

• PETROBRAS PN encerrou com decréscimo 0,05%, após seis altas seguidas, período em que acumulou valorização de 6,92%, mesmo com a alta dos preços do petróleo no mercado internacional nesta sexta-feira. A estatal também disse que apresentou ⁠manifestação de interesse em blocos exploratórios localizados em áreas offshore da Bacia de Keta, em Gana, na África.

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• AXIA ON valorizou-se 1,43%, tendo no radar acordo da elétrica com a União e o Estado do Piauí para encerrar ação no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada a supostos prejuízos causados pela demora na venda e na privatização da antiga distribuidora de energia piauiense, a Cepisa, ‌que prevê o pagamento pela empresa de duas parcelas de R$650 milhões. A Axia afirmou que o valor já estava provisionado.

• HAPVIDA ON subiu 7,39%, tendo como pano de fundo decisão da diretoria ⁠colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) nesta sexta-feira de suspender os efeitos de medida cautelar anterior que impedia reajustes e cancelamentos de contratos anunciados recentemente pela companhia.

• MAGAZINE LUIZA ON avançou 7,22%, em sessão de recuperação, após perder mais de 9% em dois pregões, em meio a preocupações sobre pressões financeiras no setor de varejo.

• VAMOS ON saltou 10,48%, também refletindo ajustes após três quedas seguidas, sendo que apenas na quinta-feira fechou com um tombo de quase 8,5%. O alívio nas taxas dos contratos de DI endossava a melhora dos papéis.

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• MINERVA ON registrou alta de 4,45%, reduzindo o fôlego após uma abertura mais forte, quando chegou a disparar mais de 7%. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que permitirá a importação de até 300 mil toneladas de carne moída sem afetar as cotas tarifárias. Os EUA são o segundo maior importador de carne bovina do Brasil, depois da China. MBRF ON subiu 6,95% e JBS, listada em Nova York, avançou 1,99%.

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