Dólar aprofunda queda sob influência do exterior e do fluxo para a bolsa

21 jan 2026 - 12h23

O dólar aprofundou a queda ante o real nesta quarta-feira, influenciado pelo recuo da moeda norte-americana ante as divisas de países emergentes no exterior e pelo fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira.

Às 12h11 o dólar à vista cedia ‌0,92%, aos R$5,3306 na venda.

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Na B3, o contrato de dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais líquido no Brasil -- caía 0,90%, aos ‌R$5,3440.

No exterior, a divisa dos Estados Unidos recuava ante a maior parte das demais moedas, incluindo as de países emergentes, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter descartado o uso da força para que passe a controlar a Groenlândia.

"As pessoas pensaram que eu usaria a força, mas eu não preciso usar a força", disse Trump na reunião anual do Fórum Econômico ‍Mundial de Davos, na Suíça. "Eu não quero usar a força. Eu não usarei a força."

Nos últimos dias, os mercados globais reagiram negativamente às ameaças feitas por Trump à Europa de impor novas tarifas comerciais a oito países do continente até que os EUA possam comprar a Groenlândia -- hoje ligada à Dinamarca.

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Às 12h13 desta quarta-feira, o índice do ‌dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas ‌fortes -- cedia 0,02%, aos 98,518.

Como previsto, Trump não anunciou em seu discurso o futuro chair do Federal Reserve, em substituição a Jerome Powell, mas pontuou que todos os entrevistados para o cargo são ótimos, acrescentando que o problema é que eles mudam quando conseguem a função.

Além do viés negativo vindo do exterior, o dólar recua ante o real em reação ao forte fluxo de recursos estrangeiros para a bolsa de valores brasileira, conforme profissionais ouvidos pela Reuters. Durante a manhã, o Ibovespa renovou máximas históricas e se aproximou dos 170 mil pontos.

"A queda nos rendimentos dos Treasuries aliviou um pouco a pressão de compra (de dólares) no Brasil e está ajudando nossa moeda", comentou Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital. "Em cima disso, o fluxo para a bolsa, como ontem, (está) aumentando a oferta de dólar por aqui."

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Pela manhã, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, controlada pelo Banco Master.

Conforme o BC, a liquidação ocorreu "em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A., já sob liquidação extrajudicial".

Outro ponto de atenção é o cenário político, após notícias na imprensa de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, cancelou a visita que faria na quinta-feira ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso em ‌Brasília.

A possibilidade de Tarcísio ser candidato à Presidência neste ano diminuiu após Bolsonaro apoiar seu filho Flávio, senador pelo PL, no fim do ano passado. No entanto, Tarcísio segue como nome preferido da Faria Lima.

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Na terça-feira, o dólar fechou cotado a R$5,3802, em alta de 0,29%.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 2 de fevereiro.

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