A Dívida Bruta do Governo Geral atingiu R$ 10,4 trilhões (81,9% do PIB) em junho de 2026, seu maior patamar desde 2021. No terceiro mandato de Lula, o indicador avançou 12,6 pontos percentuais segundo o FMI, que projeta a dívida em 100% do PIB em 2027 sob sua metodologia. Impulsionada por juros altos e déficits primários recorrentes, a expansão do passivo, equivalente a R$ 40 mil por habitante no setor público, pressiona o mercado e exige ajuste urgente entre receitas e despesas federais.
A Dívida Bruta do Governo Geral do Brasil alcançou R$ 10,4 trilhões, atingindo o patamar de 81,9% do Produto Interno Bruto em junho de 2026. A marca representa o maior percentual registrado desde abril de 2021.
No recorte do setor público consolidado divulgado pelo Banco Central, o passivo total somou R$ 8,635 trilhões, o que representa uma média aproximada de R$ 40 mil para cada um dos 213,4 milhões de habitantes do país.
O ritmo de crescimento acelerou no fechamento do ano anterior, quando o estoque contabilizado pelo Tesouro Nacional se expandiu em R$ 1,3 trilhão sobre a base de R$ 7,316 trilhões herdada de dezembro de 2024.
Como a dívida evolui entre os governos federais recentes?
Estimativas do Fundo Monetário Internacional apontam aumento de 12,6 pontos porcentuais durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto a gestão de Jair Bolsonaro registrou recuo inferior a 1 ponto porcentual.
O organismo internacional adota critério contábil próprio que inclui títulos do Tesouro sob posse da autoridade monetária, calculando que o índice nacional encerre o período em 96,5% da produção econômica e atinja 100% em 2027.
Quais fatores explicam a expansão dos compromissos públicos?
A taxa de carregamento financeiro e a sucessão de resultados primários negativos operam como os principais vetores para a ampliação constante dos débitos governamentais.
Conforme avaliação do pesquisador associado do Insper Marcos Mendes, a contenção estrutural exige recomposição entre receitas e despesas federais, evitando que a emissão recorrente de papéis públicos pressione os prêmios cobrados pelos credores no mercado.