Script = https://s1.trrsf.com/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Ana Elisa reage à investigação determinada pela Justiça e acusa Flávio Bolsonaro de tentar calá-la

Deputada federal eleita afirma que ainda não teve acesso ao processo, que tramita sob sigilo, e diz que não é a primeira tentativa do senado

15 out 2026 - 05h00
Compartilhar
Exibir comentários
A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva
A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva
Foto: Reprodução/Instagram

A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), de 21 anos, se manifestou após a Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinar a abertura de um inquérito policial para investigar publicações feitas por ela nas redes sociais. A medida foi tomada após uma representação da equipe jurídica do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que questionou mensagens sobre uma suposta tentativa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Como justificar a ausência na votação? Voto nulo cancela a eleição? Tire essas e outras dúvidas no Terra Responde

Em uma postagem no Instagram feita nesta quarta-feira (14), ela disse: "Veja esta publicação, antes que o Flávio Bolsonaro recorra a justiça para que eu tire do ar. Por que tanto medo, Flávio?". Na publicação ela diz que o candidato à presiddência tenta impedi-la de falar sobre as eleições em suas redes sociais.

"Eu sou uma 'menina' de 21 anos, do interior de Minas Gerais. Recebi 524 mil votos e tenho quatro milhões de seguidores. Mas eu pergunto: Por que o candidato à presidência da república tem tando medo do que tenho a dizer?", escreveu ela, que recebeu milhares de mensagens de apoio, incluindo famosos: Débora Nascimento, Patrícia Pillar, Marcelo Adnet e Letícia Sabatella foram alguns deles. 

Ana Elisa afirmou através de sua assessoria que ainda não teve acesso ao processo e criticou a iniciativa judicial.

“O processo está correndo em sigilo, não é a primeira tentativa do Flávio de me calar, não tem como eu falar nada sobre, pois ainda não tivemos acesso ao inquérito. Quando tiver acesso, me pronunciarei a tempo e modo”, declarou a assessoria da parlamentar em nota publicada no Metrópoles.

A investigação será conduzida pela Polícia Federal em Divinópolis, cidade mineira ligada à trajetória política da deputada. A decisão foi assinada pelo juiz eleitoral Orlando Israel de Souza, da 103ª Zona Eleitoral, após manifestação favorável do Ministério Público Eleitoral.

Entenda por que Ana Elisa virou alvo de investigação

A polêmica envolve publicações feitas por Ana Elisa na rede social X, antigo Twitter, entre 24 de setembro e 8 de outubro. Nas mensagens, ela afirmou que apoiadores de Flávio Bolsonaro estariam tentando retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

A equipe jurídica do candidato apresentou uma notícia-crime alegando que as publicações poderiam configurar divulgação de fatos sabidamente inverídicos durante a campanha eleitoral. A conduta é prevista no artigo 323 do Código Eleitoral.

A discussão tem como pano de fundo um projeto de lei apresentado há quase 20 anos, que previa mudanças relacionadas ao reconhecimento oficial da padroeira do Brasil. A proposta acabou arquivada e não resultou na retirada do título religioso.

Flávio Bolsonaro nega defender a mudança e sustenta que a circulação dessas mensagens atribui a ele uma posição que não corresponde ao que defende. A Justiça determinou que a plataforma X preserve as publicações investigadas. A decisão, porém, não proibiu Ana Elisa de fazer novas postagens sobre a disputa presidencial.

Juiz não proibiu novas publicações da deputada

Embora tenha autorizado a abertura da investigação, o juiz eleitoral não acolheu o pedido para impedir genericamente que Ana Elisa publicasse conteúdos relacionados à eleição. O Ministério Público Eleitoral considerou que uma proibição ampla seria indeterminada. A apuração, portanto, deverá se concentrar nas publicações específicas que motivaram a representação.

A abertura do inquérito não significa que a deputada tenha sido condenada ou que o crime eleitoral esteja comprovado. A investigação deverá reunir elementos para esclarecer os fatos e avaliar se houve alguma infração.

Ana Elisa ganhou projeção nacional após ser eleita deputada federal por Minas Gerais em 2026, com 524.219 votos. Aos 21 anos, ela se tornou a deputada federal mais jovem eleita no país e passou a colaborar com a estratégia de comunicação digital da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno presidencial.

Simples Conteudo Simples Conteúdo
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra