Brasil capta US$4,5 bi em emissão de títulos públicos no mercado internacional

9 fev 2026 - 17h44
(atualizado às 21h26)

O Tesouro Nacional informou a captação nesta segunda-feira de US$4,5 bilhões com sua primeira emissão de títulos públicos no mercado internacional neste ano, oferecendo papéis com vencimentos em 2036 e ‌2056.

Notas de dólar
03/11/2009
REUTERS/Rick Wilking/
Notas de dólar 03/11/2009 REUTERS/Rick Wilking/
Foto: Reuters

Os papéis de 10 anos alcançaram um volume de US$3,5 bilhões, o maior da ‌história das emissões do Tesouro para um título com esse prazo, enquanto a reabertura do Global 2056 somou US$1 bilhão.

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A taxa de retorno para o investidor foi de 6,40% ao ano na emissão de 10 anos e de 7,30% ao ano na ‍reabertura do Global 2056, disse o Tesouro em nota.

A demanda, segundo o órgão, superou em cerca de 2,7 vezes o volume emitido e registrou um pico de US$12 bilhões no livro de ordens. Cerca de 90% da ‌alocação dos títulos foi oriunda da Europa e da América ‌do Norte.

"Os resultados com alta demanda, alto volume e spreads baixos evidenciam a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira, refletindo a percepção favorável do mercado internacional quanto à credibilidade do país", disse o Tesouro.

Ao anunciar a operação pela manhã, o Tesouro afirmou que o objetivo era seguir com a estratégia de dar liquidez à curva de juros soberana em dólar no mercado externo, produzindo referência para o setor privado, e antecipar o financiamento de vencimentos em moeda estrangeira.

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A operação foi liderada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo.

A última emissão de títulos pelo Tesouro no mercado internacional havia ocorrido em novembro, quando foram captados US$2,25 bilhões com papéis a vencer em 2033, além de uma reabertura da oferta de título de dez anos, com vencimento em 2035.

O Tesouro informou em janeiro que prevê uma ampliação gradual da atuação do Brasil nos mercados ‌internacionais, com emissões mais frequentes, inclusive em euros e iuanes.

Pelos planos do governo, a participação de títulos cambiais no estoque da dívida pública deverá alcançar 7% no longo prazo. O indicador fechou 2025 em 3,8%.

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