O Tesouro Nacional informou a captação nesta segunda-feira de US$4,5 bilhões com sua primeira emissão de títulos públicos no mercado internacional neste ano, oferecendo papéis com vencimentos em 2036 e 2056.
Os papéis de 10 anos alcançaram um volume de US$3,5 bilhões, o maior da história das emissões do Tesouro para um título com esse prazo, enquanto a reabertura do Global 2056 somou US$1 bilhão.
A taxa de retorno para o investidor foi de 6,40% ao ano na emissão de 10 anos e de 7,30% ao ano na reabertura do Global 2056, disse o Tesouro em nota.
A demanda, segundo o órgão, superou em cerca de 2,7 vezes o volume emitido e registrou um pico de US$12 bilhões no livro de ordens. Cerca de 90% da alocação dos títulos foi oriunda da Europa e da América do Norte.
"Os resultados com alta demanda, alto volume e spreads baixos evidenciam a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira, refletindo a percepção favorável do mercado internacional quanto à credibilidade do país", disse o Tesouro.
Ao anunciar a operação pela manhã, o Tesouro afirmou que o objetivo era seguir com a estratégia de dar liquidez à curva de juros soberana em dólar no mercado externo, produzindo referência para o setor privado, e antecipar o financiamento de vencimentos em moeda estrangeira.
A operação foi liderada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo.
A última emissão de títulos pelo Tesouro no mercado internacional havia ocorrido em novembro, quando foram captados US$2,25 bilhões com papéis a vencer em 2033, além de uma reabertura da oferta de título de dez anos, com vencimento em 2035.
O Tesouro informou em janeiro que prevê uma ampliação gradual da atuação do Brasil nos mercados internacionais, com emissões mais frequentes, inclusive em euros e iuanes.
Pelos planos do governo, a participação de títulos cambiais no estoque da dívida pública deverá alcançar 7% no longo prazo. O indicador fechou 2025 em 3,8%.