Apple aumenta preços dos MacBooks e iPads devido à forte alta nos custos de chips de memória

25 jun 2026 - 12h42

A Apple aumentou os preços do iPad e ‌do MacBook nesta quinta-feira, afirmando que não poderia mais proteger os clientes dos custos crescentes dos chips de memória e armazenamento, impulsionados pela expansão dos data centers do setor de IA.

A medida não afeta a principal fonte de receita da Apple, o iPhone. Mas elevaria o preço inicial do Neo — seu laptop mais barato, destinado ⁠a conquistar participação de mercado em detrimento dos laptops acessíveis com Windows e Chromebook — ‌de US$599 para US$699, meses após o lançamento.

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O aumento mostra que mesmo a empresa de eletrônicos de consumo mais valiosa do mundo, com relações na cadeia ‌de suprimentos que são invejadas pelo setor, não está ‌imune à alta nos preços dos chips de memória, que prejudicou as ⁠perspectivas de vendas de smartphones e PCs.

Fabricantes como a Micron priorizaram nos últimos meses os pedidos de fabricantes de chips de IA, como a Nvidia , ajudando-os a obter lucros recordes, mas deixando pouca oferta para os fabricantes de eletrônicos, que foram forçados a aumentar os preços.

"Nunca vimos um aumento de preço de componentes tão grande e ‌tão rápido", afirmou a Apple em comunicado. "Protegemos nossos clientes desses aumentos até agora, mas chegamos ‌a um ponto em ⁠que precisamos começar a ⁠aumentar os preços de vários produtos, incluindo os aumentos anunciados hoje para o iPad e o ⁠Mac."

A Apple aumentou o preço do MacBook ‌Air com 512 gigabytes de ‌armazenamento de US$1.099 para US$1.299, enquanto o MacBook Pro com 1 terabyte de armazenamento subiu de US$1.699 para US$1.999, de acordo com os preços atualizados em seu site. O iPad Air com 128 gigabytes de armazenamento passou de ⁠US$599 para US$749, entre outras mudanças.

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A Apple também aumentou os preços das duas versões de seu alto-falante inteligente HomePod e do decodificador Apple TV. As ações da empresa caíram quase 5%, enquanto as da rival Dell registraram queda de mais de 8%.

Fabricantes de dispositivos concorrentes podem ter que aumentar ‌os preços de forma ainda mais acentuada do que a Apple, cujos laços profundos com fornecedores a protegeram do impacto total, afirmaram vários analistas.

"O cenário do mercado ⁠de chips de memória está difícil e continuará estruturalmente difícil no futuro próximo", disse Ben Bajarin, presidente-executivo da empresa de consultoria em tecnologia Creative Strategies.

A Apple informou em abril que os estoques existentes a ajudaram a manter suas margens brutas acima das expectativas de Wall Street, mas que o aumento nos custos de memória começaria a se refletir no final deste mês, com a lucratividade prevista para cair ligeiramente.

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"Esperamos custos de memória significativamente mais altos", disse o presidente-executivo Tim Cook em uma teleconferência com analistas no final de abril.

"Embora não forneçamos detalhes além de junho, posso dizer que, após o trimestre de junho, acreditamos que os custos com memória terão um impacto cada vez maior em nossos negócios", disse Cook.

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