Três servidores do BRB são presos em operação contra descontos indevidos em contas de 3,5 mil aposentados no DF

Investigação aponta que o prejuízo total é estimado em mais de R$ 5 milhões

23 jun 2026 - 08h49
(atualizado às 09h46)
Operação Parasitas aconteceu na manhã desta terça-feira, 23
Operação Parasitas aconteceu na manhã desta terça-feira, 23
Foto: Divulgação/PCDF

Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta terça-feira, 23, três servidores do Banco de Brasília (BRB) suspeitos de operacionalizarem descontos indevidos de 3,5 mil aposentados e pensionistas vinculados ao Governo do Distrito Federal. Ao todo, o esquema de descontos associativos sem autorização dos beneficiários pode ter gerado um prejuízo de mais de R$ 5 milhões. 

Segundo a PCDF, a Operação Parasitas cumpre ao todo quatro mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e dez de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais, incluindo Belo Horizonte e Igaratinga.

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De acordo com as investigações, associações firmavam contratos para autorização de débitos automáticos sem comprovação adequada da manifestação de vontade dos beneficiários. Em diversos casos analisados, as vítimas relataram não ter autorizado os descontos.

A investigação também apura a eventual participação de pessoas ligadas à operacionalização dos descontos e à manutenção do modelo de arrecadação investigado.

Além dos servidores do BRB, estão entre os alvos sedes de associações investigadas por suposta participação no esquema. O Terra solicitou posicionamento ao banco, e aguarda retorno. 

No DF, as medidas ocorrem em regiões como Plano Piloto, Asa Sul, Asa Norte, Recanto das Emas, Brazlândia e Jardim Botânico. 

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Ainda de acordo com a Polícia Civil, o nome da operação faz referência à suspeita de exploração financeira contínua de aposentados e pensionistas por meio de descontos realizados sem autorização válida.

No final da semana passada, uma outra operação também investigou descontos irregulares realizados na folha de pagamentos de servidores do Distrito Federal. A ação em questão foi conduzida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e também teve como alvo o BRB, além da instituição de pagamentos PicPay. 

Fonte: Portal Terra
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