Ações recuam e iuan atinge máxima de 3 anos de olho em reunião entre Trump e Xi

14 mai 2026 - 07h17

As ações chinesas recuaram de picos recentes em meio à ‌realização de lucros enquanto o iuan atingiu a máxima em três anos em relação ao dólar nesta quinta-feira, com os investidores de olho em uma cúpula entre os líderes da China e dos Estados Unidos.

O presidente da China, Xi Jinping, aclamou neta quinta-feira um "novo posicionamento" dos laços com os Estados Unidos após sua cúpula com o presidente Donald Trump em Pequim, de acordo com ⁠a emissora estatal chinesa CCTV.

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Xi disse que ambos os líderes concordaram que a construção de um relacionamento ‌construtivo e estrategicamente estável fornecerá orientação para as relações bilaterais nos próximos três anos e além, disse a CCTV, embora os detalhes iniciais das conversas tenham sido escassos.

Os investidores tinham expectativas ‌muito baixas em relação à cúpula, mas esperavam pelo menos ‌garantias sobre a prorrogação de uma trégua nas tarifas comerciais entre a China e ⁠os EUA, e que não houvesse grandes sobressaltos.

"Pequim adotou uma postura de esperar para ver, dado o crescimento (econômico) do primeiro trimestre 'melhor do que o esperado'... o foco de Pequim para a cúpula não está nos resultados, mas na ótica, com o objetivo de projetar estabilidade e previsibilidade tanto para o público internacional quanto para o doméstico", disse Larry Hu, economista-chefe da China no Macquarie.

A moeda chinesa, ‌negociada tanto onshore quanto offshore, atingiu seu nível mais forte em mais de três anos depois que ‌o banco central elevou sua taxa ⁠de orientação oficial.

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O Banco ⁠do Povo da China (PBOC) definiu a taxa em 6,8401 por dólar, a mais alta desde 24 de março ⁠de 2023.

O iuan onshore era cotado a 6,7877 por ‌dólar, enquanto a moeda offshore era ‌negociada a 6,7871.

A moeda vem registrando alta este ano, graças, em grande parte, às exportações robustas e ao enorme superávit comercial da China. Ela ganhou cerca de 3% em relação ao dólar e está 2,15% acima de seus principais parceiros comerciais no acumulado do ano.

No ⁠entanto, nos mercados acionários, o índice de Xangai caiu 1,52%, seu pior dia em quase dois meses, depois que o índice atingiu a máxima em 11 anos um dia antes. Enquanto isso, o CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, perdeu 1,68%.

O índice Hang Seng, de Hong Kong, ficou estável.

Os investidores atribuíram ‌a fraqueza à realização de lucros, em vez de uma resposta aos fluxos de notícias da cúpula entre Trump e Xi.

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Richard Pan, gerente de fundos da China Asset Management Co, disse ⁠que os mercados de capitais estão se tornando cada vez menos sensíveis às notícias sobre as negociações comerciais entre a China e os EUA, concentrando-se, em vez disso, no rápido avanço da tecnologia.

"O desenvolvimento da guerra comercial mostra que a China e os EUA não podem se dar ao luxo de entrar em um conflito realmente grande", disse ele.

. Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,98%, a 62.654 pontos.

. Em HONG KONG, o índice HANG SENG ficou estável, a 26.389 pontos.

. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 1,52%, a 4.177 pontos.

. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 1,68%, a 4.914 pontos.

. Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 1,75%, a 7.981 pontos.

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. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,91%, a 41.751 pontos.

. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,16%, a 4.995 pontos.

. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,12%, a 8.640 pontos.

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