Às vezes, é difícil acompanhar as inovações que a inteligência artificial nos traz. No entanto, é também um bom sinal que haja uma concorrência acirrada e que, embora pensássemos que empresas como a OpenAI ou o Google tivessem todas as cartas na manga para dominar esse setor de forma incontestável, nem tudo está garantido. O que começou como uma corrida para criar os modelos mais poderosos se transformou numa batalha para oferecer o melhor desempenho ao menor custo possível, e nessa nova competição, a China está na liderança.
Por anos, a discussão em IA se concentrou exclusivamente em qual modelo era mais capaz: quem passava no maior número de testes de benchmark, quem resolvia problemas mais complexos, quem gerava melhores respostas. Mas essa fase está sendo relegada a outra, na qual o preço volta a ser um fator determinante na tomada de decisões. A transição marca um ponto de virada, já que são principalmente as startups chinesas que estão demonstrando uma notável capacidade de produzir modelos poderosos e extraordinariamente econômicos.
Qwen lidera a revolução
Como Kai Williams destaca na newsletter "Understanding AI", o ecossistema de modelos abertos da Alibaba, conhecido como Qwen, tornou-se a família de modelos mais baixada do mundo, de acordo com dados da Hugging Face analisados pelo Projeto ATOM. "O Qwen sozinho está praticamente igualando todo o ecossistema de modelos abertos dos EUA hoje", disse Nathan Lambert, pesquisador do Allen Institute for Artificial ...
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