Em um marco para a medicina, um paciente de 66 anos viveu 271 dias sem diálise após receber o rim de um porco geneticamente modificado com CRISPR-Cas9, técnica usada para evitar a rejeição hiperaguda com 69 alterações genéticas. Divulgado pela The Lancet, o caso surpreendeu a comunidade médica porque o órgão suíno funcionou como uma ponte vital que manteve o homem vivo até que ele finalmente conseguisse receber com sucesso um transplante de rim humano, oferecendo esperança contra a escassez de órgãos.
A escassez de órgãos é um dos maiores gargalos da medicina moderna, fazendo com que muitas pessoas morram enquanto esperam na lista por algum órgão compatível. Para resolver esse problema, a ciência tem olhado para o transplante de animais para humanos como a solução definitiva. Agora, a medicina acaba de alcançar um novo marco histórico.
A revista The Lancet publicou em setembro o caso de um paciente de 66 anos com doença renal que conseguiu viver 271 dias sem precisar se submeter à diálise graças ao transplante de um rim de um porco geneticamente modificado.
Mas a verdadeira notícia não é apenas o tempo recorde durante o qual o órgão suíno funcionou. O mais impressionante foi que o rim de porco serviu como uma "ponte" vital que manteve o paciente vivo até que ele pudesse receber com sucesso um rim humano.
Um porco editado
O transplante original foi realizado em 25 de janeiro de 2025, por meio de um programa de acesso ampliado da FDA (Food And Drug Administration, agência federal dos EUA responsável pela saúde pública). Implantar um órgão animal em um ser humano envolve um desafio colossal: a rejeição hiperaguda, que pode provocar a morte quase imediata do receptor. Algo que faz sentido, já que nosso sistema imunológico é projetado para atacar sem piedade qualquer tecido estranho.
Para evitar isso, os pesquisadores usaram a tecnologia de edição genética CRISPR-Cas9, promovendo 69 modificações genéticas no porco de onde veio o órgão. O objetivo era duplo: eliminar os genes ...
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