Estudante de 18 anos usa inteligência artificial para analisar dados da NASA e acaba descobrindo mais de 1,5 milhão de objetos cósmicos desconhecidos

Dados estavam disponíveis havia anos, mas só ganharam novo significado quando foram analisados com inteligência artificial

5 set 2026 - 18h37
(atualizado em 6/9/2026 às 12h14)
Resumo
O estudante norte-americano Matteo Paz, de 18 anos, identificou mais de 1,5 milhão de novos objetos cósmicos ao aplicar um algoritmo próprio de inteligência artificial a dados da missão WISE, da NASA. Desenvolvida por meio de um programa do Caltech, a pesquisa foi publicada no The Astronomical Journal e premiada nos Estados Unidos, evidenciando como a IA é capaz de extrair grandes descobertas astronômicas a partir de bancos de dados já existentes.
Estudante de 18 anos usa inteligência artificial para analisar dados da NASA e acaba descobrindo mais de 1,5 milhão de objetos cósmicos desconhecidos
Estudante de 18 anos usa inteligência artificial para analisar dados da NASA e acaba descobrindo mais de 1,5 milhão de objetos cósmicos desconhecidos
Foto: Xataka

A inteligência artificial vem transformando a forma como a ciência interpreta grandes volumes de informação. Na astronomia, por exemplo, ela foi fundamental para que dados coletados por uma missão da NASA ganhassem uma nova leitura e revelassem novas descobertas. Usando um algoritmo próprio baseado em IA, o estudante americano Matteo Paz, então com 18 anos, conseguiu identificar mais de 1,5 milhão de objetos cósmicos desconhecidos ao analisar registros da missão WISE, lançada em 2009 para mapear o céu em infravermelho.

O trabalho, publicado no The Astronomical Journal e premiado no final de 2025 em uma das mais prestigiadas competições científicas estudantis dos Estados Unidos, mostra como a inteligência artificial pode revelar descobertas totalmente novas a partir de bancos de dados que já existiam, mas que são pouco explorados devido ao grande volume de informação.

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Uma missão da NASA mapeou o céu por anos, mas a maior descoberta só veio com ajuda da inteligência artificial

O trabalho realizado pelo jovem faz parte de um programa educacional voltado a inserir estudantes do ensino médio em pesquisas científicas. Matteo ingressou na Planet Finder Academy, iniciativa sediada no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech),  que aproxima jovens talentos de desafios astronômicos e de grandes bases de dados ainda pouco exploradas.

Desde 2009, a missão Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE) vem observando o céu inteiro em busca de objetos que emitem radiação ...

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