Um novo estudo rigoroso revelou que, a curto prazo e com adesão controlada, a dieta cetogênica supera a mediterrânea e a de baixo teor de gordura na melhora de biomarcadores. Ao testar participantes com obesidade e pré-diabetes sob mesmo déficit calórico, a dieta keto promoveu avanços metabólicos drásticos, como a queda de 67% da gordura hepática — contra 45% das demais —, além de redução superior da glicose e maior sensibilidade à insulina, destacando-se na recuperação da saúde metabólica.
O eterno debate sobre qual é a melhor dieta para perder peso e ganhar saúde acaba de ganhar mais um capítulo científico. Durante anos, a dieta mediterrânea foi a referência indiscutível no campo da nutrição, mas agora um novo estudo científico apontou que, a curto prazo e em condições ideais, a dieta cetogênica, ou keto, supera com folga suas concorrentes em termos de melhora de biomarcadores.
Para entender toda a repercussão, é preciso observar o desenho do estudo, já que, no mundo da nutrição, os ensaios costumam falhar porque os participantes mentem ou erram ao informar o que comem. Para evitar isso, os pesquisadores forneceram todas as refeições aos participantes para garantir uma adesão superior a 95%.
Nesse caso, o ensaio dividiu pessoas com obesidade, pré-diabetes e esteatose hepática em três grandes grupos, com dietas que tinham o mesmo número de calorias e eram planejadas para promover uma perda de 10% do peso, mas com diferentes distribuições de macronutrientes de acordo com a dieta estudada: dieta cetogênica, dieta mediterrânea e dieta com baixo teor de gordura.
O resultado apontou que todos os participantes apresentaram melhora ao perder peso, mas o grupo da dieta cetogênica, que é muito pobre em carboidratos, experimentou melhorias metabólicas drasticamente superiores. Por exemplo, observou-se que a gordura no fígado caiu 67%, contra 45% nos outros grupos, e que os participantes apresentaram maior sensibilidade à insulina e níveis mais baixos de glicose.
O grande...
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