Café pode fazer milagres para o cérebro: pesquisa revela que suas xícaras diárias estão te protegendo de doenças severas

Uma forma de "blindar" neurônios

13 mai 2026 - 15h45
(atualizado às 17h15)
Café
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Foto: Unsplash/Ante Samarzija / Xataka

Aquele cafezinho que marca o início do seu dia pode ser muito mais do que um simples "empurrão" de energia. De acordo com um estudo de longo prazo publicado no prestigiado jornal JAMA, o hábito de consumir café ou chá moderadamente está ligado a uma proteção significativa contra a demência. A pesquisa revelou que o consumo ideal pode reduzir o risco da doença em até 35%, especialmente em pessoas com menos de 75 anos.

O estudo acompanhou mais de 131 mil profissionais de saúde por até 43 anos, monitorando seus hábitos desde a meia-idade. Os resultados indicaram que a "faixa de ouro" para a proteção cerebral fica entre duas a três xícaras de café por dia (cerca de 250mg a 300mg de cafeína). Curiosamente, o benefício não aumenta com doses maiores; após esse ponto, o efeito protetor se estabiliza, sugerindo que a moderação é o segredo.

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Como a cafeína "blinda" os neurônios

Existem explicações biológicas fascinantes para esse efeito. A cafeína atua bloqueando a adenosina, uma substância química que naturalmente reduz a atividade de mensageiros cerebrais importantes, como a dopamina e a acetilcolina. Esses neurotransmissores são fundamentais para a memória e costumam ficar menos ativos com o envelhecimento e em doenças como o Alzheimer.

Além disso, o hábito regular de beber café foi associado a:

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