Os protótipos de computadores quânticos atualmente disponíveis estão gradualmente rompendo algumas barreiras. Essas máquinas têm uma fraqueza: cometem erros.
É por isso que Ignacio Cirac, o físico espanhol que, juntamente com Peter Zoller, desenvolveu a base teórica da computação quântica, afirma que é correto identificá-los como protótipos para diferenciá-los dos computadores quânticos totalmente funcionais que, espera-se, chegarão no futuro.
Durante nossa conversa com Ignacio Cirac em junho de 2021, o diretor da Divisão Teórica do Instituto Max Planck de Óptica Quântica explicou que acreditava que os computadores quânticos seriam ferramentas muito valiosas no campo da química quântica, por exemplo, no desenvolvimento de fármacos.
Apenas cinco anos após essa conversa, um marco muito importante ocorreu, convidando-nos a olhar para o horizonte dessa disciplina com um otimismo muito saudável.
Um grupo de pesquisadores da IBM, do Centro RIKEN de Computação Quântica no Japão e da Cleveland Clinic nos EUA realizou a maior simulação de química quântico-clássica até o momento.
Esta é uma conquista significativa por um motivo: representa um enorme avanço na forma como os computadores quânticos podem ser usados em conjunto com supercomputadores clássicos para estudar problemas de química do mundo real.
"Este resultado é um sonho"
O Dr. Kenneth Merz, líder desta pesquisa, afirma que o resultado alcançado por sua equipe é um sonho. Até então, a simulação mais ambiciosa possível nesta área, ...
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