Nem rios, nem oceanos: vencedor do Nobel cria máquina capaz de extrair até mil litros de água por dia do ar do deserto

Tecnologia baseada em "esponjas moleculares" tenta transformar a umidade invisível do ar em água potável

13 mai 2026 - 11h39
(atualizado em 14/5/2026 às 14h51)
Deserto
Deserto
Foto: Shutterstock / Xataka

Surgiu nos Estados Unidos uma aposta para combater a crise hídrica global: uma máquina desenvolvida por uma empresa fundada pelo químico Omar Yaghi, vencedor do Nobel de Química de 2025. A invenção promete retirar até 1.000 litros de água por dia diretamente do ar — inclusive em ambientes secos.

A proposta já está sendo testada como alternativa para regiões atingidas por secas extremas, desastres climáticos e falhas em redes tradicionais de abastecimento.

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Como a máquina consegue transformar ar seco em água potável?

O sistema foi desenvolvido pela Atoco, empresa criada por Omar Yaghi, professor da University of California, Berkeley e um dos pesquisadores mais importantes da chamada química reticular.

A tecnologia utiliza materiais conhecidos como MOFs — sigla para estruturas metal-orgânicas — que, na prática, funcionam como uma espécie de "esponja molecular".

Esses compostos possuem cavidades microscópicas capazes de capturar moléculas específicas presentes no ar, incluindo vapor de água. No projeto, o funcionamento acontece em três etapas principais:

  1. Material absorve a umidade do ambiente;
  2. Moléculas de água ficam presas nos poros internos;
  3. Sistema aquece o material e libera a água em estado líquido.

Segundo a empresa, unidades do tamanho aproximado de um contêiner de 6 metros conseguem produzir até 1000 litros de água limpa por dia em condições adequadas.

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Tecnologia tenta resolver um problema crescente no planeta

A proposta ganhou força porque mira um cenário cada vez mais ...

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