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Saiba mais sobre cirurgia ortognática e a quem se destina

Além de funções estéticas, o procedimento também ajuda em casos de ronco.

29 jan 2021 10h00
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Foto: Pexels

São muitos os procedimentos que podem mudar a aparência do rosto. Há quem queira os dentes alinhados, outros procuram o sorriso branco, gengiva menor, mais clara. Mas, para alguns, o problema está no queixo, que pode ser pequeno demais ou avantajado. A boa notícia é que a cirurgia ortognática pode solucionar problemas de maxilar e mandíbula. Além de funções estéticas, o procedimento também ajuda em casos de ronco.

Cirurgia ortognática é a cirurgia feita para corrigir a posição inadequada dos maxilares através de osteotomias (cortes programados nos ossos) e reposicionamentos que são fixados com mini placas e mini parafusos de titânio. Esse tratamento é realizado por uma equipe multidisciplinar, como o cirurgião buco-maxilo-facial e o ortodontista.

Ela é indicada quando o maxilar inferior está excessivamente para frente ou para trás do maxilar superior ou quando um dos maxilares tiveram crescimento vertical excessivo (respiração bucal, sorriso com exposição excessiva de gengiva e dificuldade de fechar os lábios). O procedimento também pode ser realizado em assimetrias faciais e apneias obstrutivas do sono/roncopatias.

A cirurgia ortognática tem resultado estético muito evidente, mas sua principal indicação é funcional, como nos casos de apneias obstrutivas/roncopatias e dificuldade de respiração nasal. Para quem tem apenas o excesso de gengiva, com uma cirurgia simples no consultório já é possível corrigir esse sorriso. O melhor é sempre procurar o cirurgião-dentista afim de saber qual o melhor tratamento para o caso.

A recuperação é lenta com 2 a 3 semanas de afastamento das atividades de rotina. O inchaço nas primeiras semanas é acentuado e é recomendado fisioterapia ou fonoaudiologia por vários meses para o restabelecimento completo. Devido a avanços significativos de técnicas e materiais ocorrido nos últimos anos, os pacientes não apresentam dor acentuada e já terminam a cirurgia podendo falar, tomar alimentação líquida, abrir e fechar a boca. Deve-se fazer repouso e uma alimentação líquida e pastosa nos primeiros 20 dias e, em mais ou menos 45 dias o paciente poderá voltar com a alimentação normal.
 
O ideal é iniciar com o aparelho fixo para preparo da posição dos dentes. Esta fase dura em média 12 meses. O aparelho é responsável pelo alinhamento e nivelamento dentário e, consequentemente, para um melhor encaixe da oclusão. O paciente é operado com o aparelho na boca, que é removido de 6 a 12 meses após a cirurgia. 

O resultado já é notado logo após a cirurgia, mas devido ao edema e reabilitação muscular, o resultado final só é visualizado de 3 a 6 meses após a cirurgia. A idade do paciente e condições sistêmicas individuais influenciam bastante nestes prazos.

É um procedimento cirúrgico realizado em um ambiente hospitalar sob anestesia geral que tem a duração de algumas horas. Geralmente, o paciente é admitido na internação no dia da cirurgia e recebe alta 1 a 2 dias depois do procedimento.

 

Fonte: FF Este conteúdo é de propriedade intelectual do Terra e fica proibido o uso sem prévia autorização. Todos os direitos reservados.
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