Roer unhas: um hábito perigoso para a saúde
Roer unhas faz mal: descubra os impactos físicos e emocionais desse hábito e saiba como ele pode afetar sua saúde e bem-estar.
Roer unhas é um comportamento comum entre pessoas de diversas idades, manifestando-se frequentemente durante momentos de ansiedade, tédio ou estresse. Embora muitos considerem esse comportamento apenas como um hábito, ele pode desencadear complicações físicas e emocionais, impactando negativamente a saúde e o bem-estar. Atualmente, pessoas e especialistas dão atenção redobrada aos riscos associados a esse hábito rotineiro, pois os prejuízos vão além da simples aparência das mãos.
Com a rotina acelerada e as preocupações do dia a dia, muitos recorrem ao ato de morder as unhas sem perceber a gravidade dos efeitos. Para quem convive com o problema, é importante saber que as consequências vão desde alterações visíveis nas pontas dos dedos até complicações mais sérias no organismo. Esse comportamento resulta em desconforto, insegurança e até dores persistentes. Além disso, pode aumentar o risco de complicações a longo prazo, caso o hábito persista.
Quais são os riscos físicos de roer unhas?
Roer unhas pode trazer diversas complicações físicas imediatas. A exposição frequente dos dedos à saliva enfraquece as unhas, tornando-as quebradiças e irregulares, prejudicando o crescimento. Ademais, o ato favorece o surgimento de pequenas feridas e lesões na pele ao redor das unhas, o que facilita o acesso de bactérias e fungos. Essas infecções podem provocar dores, vermelhidão e, em casos mais graves, até a formação de pus.
Além das complicações nas mãos, a ingestão de micro-organismos presentes nas unhas pode causar problemas gastrointestinais, pois as pessoas levam as mãos à boca. O risco aumenta ainda mais em ambientes com baixa higienização, porque vírus e parasitas podem entrar diretamente no organismo. O hábito também prejudica a saúde bucal, provocando desgaste dos dentes, pequenas fraturas e até alterações na mordida. Por isso, é essencial manter atenção aos primeiros sinais de danos.
Consequências emocionais do hábito de roer unhas
Os impactos de roer unhas não se limitam à saúde física. Muitas pessoas sentem vergonha e constrangimento com a aparência das mãos. Esse sentimento se intensifica em situações sociais ou profissionais, levando à redução da autoestima e à evitação de contato direto, como apertos de mão.
Estudos apontam que o hábito pode estar ligado a quadros de ansiedade, estresse ou até compulsão, o que causa mais desconforto psicológico. Em certos casos, o ato de morder as unhas serve como um mecanismo para aliviar tensões, criando um ciclo difícil de quebrar. Assim, aumenta a sensação de incapacidade de controle sobre o próprio comportamento.
Como identificar e interromper esse comportamento?
Para interromper o costume de roer unhas, reconhecer os gatilhos emocionais se torna um passo importante. Muitas vezes, o hábito está ligado à busca por alívio em situações de nervosismo ou tédio. Identificar esses momentos facilita a adoção de estratégias para substituir o hábito por práticas saudáveis. Dessa forma, torna-se mais fácil controlar o impulso.
- Buscar acompanhamento profissional: Quando o quadro é intenso, psicólogos ou psiquiatras orientam o tratamento, utilizando técnicas comportamentais.
- Utilizar esmaltes específicos: Existem produtos próprios que deixam um sabor amargo nas unhas e, por isso, desestimulam o ato de mordê-las.
- Manter as mãos ocupadas: Fidget toys, bolinhas de borracha e outros objetos ajudam a desviar a atenção e reduzem a compulsão.
- Cuidar da higiene: Manter as unhas cortadas e limpas diminui a tentação e reduz os riscos de infecção.
Especialistas recomendam atenção caso surjam lesões persistentes ou sinais de infecção. Nesses casos, é fundamental buscar orientação médica. Afinal, cuidar das unhas vai além da estética, pois contribui para a saúde geral e o equilíbrio emocional. Além disso, o abandono desse hábito favorece o aumento da autoestima e melhora a qualidade de vida.