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Protetor solar 'baratinho' vendido em loja de EPI é seguro? Especialista esclarece viral do TikTok

Para chegar às prateleiras de farmácias e mercados, os filtros precisam passar pela aprovação da Anvisa

10 fev 2026 - 04h58
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Resumo
Protetores solares vendidos em lojas de EPI, desde que aprovados pela Anvisa, são seguros e eficazes, sendo mais importante o uso correto e frequente do produto do que o preço ou o local de compra.
Protetor solar 'baratinho' em loja de EPI é seguro? Especialista esclarece viral do TikTok
Protetor solar 'baratinho' em loja de EPI é seguro? Especialista esclarece viral do TikTok
Foto: Reprodução/TikTok

Na contramão da ostentação dos influenciadores milionários, perfis que dão dicas de “baratinhos” para economizar na rotina continuam fazendo sucesso nas redes sociais. O filtro solar entrou nessa lista. Vídeos que viralizaram no TikTok passaram a indicar a compra do protetor em lojas de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), devido ao custo mais baixo em relação aos itens vendidos em perfumarias e farmácias.

Em um dos vídeos com mais de 1 milhão de visualizações, um influenciador definiu a informação como serviço de "utilidade pública". "Protetor solar/repelente é muito mais barato em loja de construção do que farmácia. Você acha protetor fator 60 por R$25", escreveu.

A dica logo se espalhou pela internet e, como todo viral, dividiu opiniões. "Sou técnica em segurança do trabalho e digo com toda certeza, o protetor vendido como EPI protege muito mais", sinalizou um perfil. "Se tem condição, protetor solar não é uma coisa legal de economizar", rebateu outro. 

Veja o vídeo

@luuhmiras Utilidade pública! Protetor solar/repelente é muito mais barato em loja de construção do que farmácia. Você acha protetor 60fps por 25,00. #praia #ferias #sol #protetorsolar #epi ♬ som original - Miras

A tendência levantou dúvidas entre consumidores sobre a segurança e a eficácia desses filtros solares, especialmente quando o assunto é a proteção da pele a longo prazo. 

Protetor solar em loja de EPI é seguro?

O protetor solar não é mais ou menos seguro só porque está em uma loja de EPI. Para chegar à prateleira de uma farmácia ou até mesmo em uma loja de equipamentos de proteção, todos os filtros precisam passar pela aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

É a Anvisa quem certifica se o cosmético apresenta as indicações específicas exigidas pelo órgão, além da comprovação de segurança e eficácia. A comercialização regular do cosmético de Grau 2 depende de uma lista extensa de certificações que inclui comprovar proteção contra os raios UVB, expressa pelo Fator de Proteção Solar (FPS).

Também é necessário atestar a proteção contra os raios UVA, medida pelo PPD ou método equivalente. Informações claras sobre o modo de uso, cuidado e restrições também são obrigatórias nesses produtos.

Preço interfere na eficácia?

Há quem pense que apenas os filtros solares mais caros protegem "de verdade" contra os raios solares e doenças mais graves, como o câncer de pele. Na realidade, não é bem assim. De acordo com Flavio Brandão, oncologista da Oncoclínicas, a ideia é um mito. 

Protetor solar 'baratinho' em loja de EPI é seguro? Especialista esclarece viral do TikTok
Protetor solar 'baratinho' em loja de EPI é seguro? Especialista esclarece viral do TikTok
Foto: Freepik

"Se um protetor de custo menor se encaixar bem e a pessoa achar que ficou bem na pele dela, não vejo problema nenhum. Em geral, os mais caros costumam ter uma tolerabilidade melhor, são mais fáceis de passar, se espalham melhor. Isso, às vezes, pode fazer diferença para o consumidor", explica. 

O dermatologista Rafael Parisi, do Hospital Brasília, reforça essa ideia. Para ele, a diferença entre os baratinhos e os mais caros está na textura, na resistência à água e ao suor, além da presença (ou ausência) de ativos calmantes, antioxidantes e antioleosidade. Geralmente, são esses fatores que 'encarecem' o produto. 

"Preço menor não significa proteção menor, mas geralmente significa formulação mais simples, pouca ou nenhuma preocupação cosmética, textura pensada para uso ocupacional e não estético, além do menor investimento em fragrância, acabamento seco, sensorial. Em lojas de EPI, o foco é proteger o trabalhador do sol, não deixar a pele bonita", reforça. 

Por isso, é mais comum que os filtros vendidos por lá sejam mais espessos, oleosos e tenham mais chance de escorrer com o suor. 

"A durabilidade da proteção, quando bem aplicada e reaplicada, não é menor só por ser barato. O problema é que, se o produto é desconfortável, a pessoa aplica menos ou reaplica menos. É aí que a proteção cai", alerta. 

Como escolher um protetor solar?

Para o oncologista Flavio Brandão, o ideal é observar a composição dos filtros antes de colocar no carrinho. Isso porque alguns são feitos para tipos de pele diferentes e, se usados de maneira equivocada, podem prejudicar o consumidor. 

"Alguns protetores podem ter uma quantidade de óleo maior na sua composição. Isso eventualmente pode prejudicar quem tem a pele mais oleosa. Às vezes, pode dar um pouco mais de acne e uma sensação de desconforto por causa do excesso de oleosidade. Mas em termos de risco, eu não vejo grandes problemas. O risco não é muito acentuado", garante Flavio. 

O principal alerta está relacionado à aderência do produto à pele. "Nesse caso, pode ocorrer do protetor perder o efeito um pouco mais rápido, principalmente depois de suor e do banho [de mar ou piscina]. A preocupação maior é essa, mas a dica é reaplicar com frequência", destaca. 

Já Parisi alerta que determinados públicos devem evitar os protetores mais baratos. "Eles não são ideais para pessoas com melasma, quem tem rosácea, pele acneica ou oleosa e histórico de câncer de pele. Também deve ser evitado em pós-procedimentos, como laser, peeling e cirurgias", detalha. 

Para o dermatologista, o protetor baratinho da prateleira da loja de EPI é uma boa opção para uso corporal, para ser reaplicado em atividades ao ar livre, em praia, obra, caminhada ou trabalho externo, em pessoas sem doenças de pele. "Geralmente, em situações em que quantidade deve ser mais importante que a qualidade cosmética", pontua.

Protetor solar 'baratinho' em loja de EPI é seguro? Especialista esclarece viral do TikTok
Protetor solar 'baratinho' em loja de EPI é seguro? Especialista esclarece viral do TikTok
Foto: Freepik

Uma sugestão do oncologista é fazer algo importante, mas que quase ninguém faz: ler o rótulo. "É no rótulo que a gente vê o registro na Anvisa. Se ele está lá, significa que o material foi testado e que aquele produto confere uma proteção de, no mínimo, 1/3 daquilo que é mostrado na embalagem", afirma. 

Fonte: Portal Terra
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