Entenda o que é Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença que afetou o ator Eric Dane
A morte do ator Eric Dane aos 53 anos reacendeu o debate sobre Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), a condição neurológica degenerativa que o estrela de “Grey’s Anatomy” e “Euphoria” enfrentou publicamente desde 2025, até morrer nesta quinta-feira, 19.
A ELA é uma doença progressiva do sistema nervoso que afeta os neurônios motores, células que controlam os movimentos voluntários do corpo, como caminhar, falar, engolir e respirar, e que, com o tempo, acabam se degenerando e morrendo. Essa perda faz com que as mensagens do cérebro deixem de chegar aos músculos, levando à fraqueza muscular intensa e, eventualmente, à paralisia total.
O que causa a ELA?
A causa exata da Esclerose Lateral Amiotrófica ainda é desconhecida na maioria dos casos, embora pesquisadores identifiquem uma pequena parcela (cerca de 5% a 10%) como hereditária, associada a mutações genéticas específicas.
A condição geralmente não tem relação com outras condições autoimunes ou traumáticas e pode surgir de forma aleatória. Fatores ambientais e biológicos têm sido estudados, mas ainda não há consenso sobre um único gatilho.
Sintomas iniciais e evolução
Os sinais da ELA podem ser sutis no início, o que dificulta o diagnóstico precoce. Entre os primeiros sintomas estão:
- fraqueza muscular em braços, pernas ou mãos
- dificuldade para realizar tarefas simples
- câimbras e espasmos musculares
- fala arrastada ou dificuldade para engolir
- tropeços e quedas frequentes
À medida que a doença progride, a fraqueza se espalha para outras áreas do corpo, afetando movimentos essenciais e, em estágios avançados, a respiração autônoma, levando à necessidade de suporte ventilatório.
Diagnóstico e tratamento
Não existe um teste único capaz de diagnosticar a ELA. O diagnóstico é feito com base em histórico clínico, exame físico e a exclusão de outras condições neuromusculares, podendo envolver exames como eletroneuromiografia e ressonância magnética.
Embora não haja cura, tratamentos podem ajudar a atrasar a progressão dos sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. Medicamentos, terapia física, fonoaudiologia e apoio nutricional e respiratório fazem parte dos cuidados integrados recomendados por especialistas.
Prognóstico
A progressão da ELA varia bastante entre pacientes, mas em geral a esperança de vida após o início dos sintomas é de dois a cinco anos. Casos raros, como o do físico Stephen Hawking, mostram que algumas pessoas podem viver décadas após o diagnóstico, mas isso é exceção.
No caso de Eric Dane, ele tornou público o diagnóstico em abril de 2025 e faleceu menos de um ano depois, com sinais progressivos de atrofia muscular e perda de movimento ao longo do último período de vida.
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) tem cura?
Cerca de 25% dos pacientes sobrevivem por mais de cinco anos depois do diagnóstico. Os medicamentos e tratamentos são apenas paliativos, e ajudam a melhorar a qualidade de vida e a retardar a evolução da doença, que inevitavelmente acontecerá em algum momento.