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Por que há tantos casos de crueldade até entre familiares?

Cada vez mais, vemos notícias de pais e mães que matam os filhos, casos de filhos que matam os pais. O que está acontecendo com as pessoas?

23 abr 2021 11h00
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A humanidade é capaz de coisas extraordinárias, de elevação, de criação de artes, de gestos de altruísmo. Só que também é capaz de coisas terríveis, de atos de crueldade, com ausência de empatia. E cada vez mais, vemos notícias de casos cruéis entre pessoas próximas ou, até mesmo, da família. O mais recente é o do menino Henry Borel, de apenas 4 anos, mas antes também tiveram outros casos que chocaram o país, como o da pequena Isabella Nardoni, dos Richthofen e da filha, junto com a namorada, que matou os pais e o irmão em São Bernardo do Campo (SP).

Mas por que isso está acontecendo? Por que uma mãe, pai, padrasto, mata os filhos? Por que os filhos matam os pais? Por que alguns seres humanos, às vezes, não têm empatia nem pelo próprio familiar?

A ausência de empatia em alguns seres

Toda a expansão de consciência e de coração é você se permitir crescer de uma maneira que o outro passa a fazer parte de você. Assim, você já não é mais um indivíduo isolado. A outra pessoa que, no início, é apenas alguém da sua família, alguém próximo, alguém fácil de amar, está dentro de você, energeticamente na sua consciência.

Se ela está feliz, a sua felicidade aumenta. Se ela está triste, a sua tristeza dói, porque aquela pessoa passa a fazer parte de você como sua identidade. Isso se chama empatia. A empatia é, inclusive, um dos motivos que nos leva a ser mãe, a ser pai. Se você já segurou um bebê no colo sabe a empatia quase automática que temos com essas pequenas criaturas.

O ideal seria que a nossa empatia crescesse tanto que nós a tivéssemos, não de forma piegas, mas de uma maneira sincera com todos os seres. Termos empatia e reconhecermos o direito de vida das plantas e dos animais, o direito das pessoas de alcançarem a felicidade e trilharem o próprio caminho. Disso nasce uma das leis espirituais mais bonitas, chamada ahimsa (não-violência, não causar sofrimento a si próprio ou a outros seres), pedra fundamental na filosofia de Mahatma Gandhi para a Independência da Índia.

No entanto, infelizmente, nem todos os seres humanos vêm com o equipamento necessário. A maioria de nós consegue ter empatia, amorosidade de maneira crescente, mas existem pessoas com alguma mudança, seja no DNA, seja em algo até mais sutil, na formação do cérebro, que estão despreparadas para a empatia.

Caso do menino Henry Borel, de apenas 4 anos, chocou o país
Caso do menino Henry Borel, de apenas 4 anos, chocou o país
Foto: Arquivo Pessoal

Quando uma pessoa vem, por exemplo, com uma mudança no corpo físico, talvez mais alta, mais baixa, de olhos verdes, azuis ou castanhos, percebemos facilmente essas diferenças da diversidade humana. Porém, temos muita dificuldade de perceber quando alguém vem neurologicamente despreparado para a empatia; quando alguém vem, por um motivo espiritual ou um motivo de simples cromossomos, incapaz de colocar o outro dentro de si. Para essas pessoas reina o absoluto, cruel e seco utilitarismo. Para essas pessoas, os outros servem apenas para serem manipulados e convencidos a fazerem o que elas querem.

É importante observarmos que não estamos falando de pessoas um pouco egoístas e autocentradas, porque essas estão no caminho de crescerem, estamos falando daquelas que realmente tem uma dificuldade brutal e neurológica de sentirem empatia e compaixão e são capazes de atos de profunda crueldade. Essas pessoas têm que receber o nosso carinho, mas não a nossa permissão. É preciso afastá-las daqueles que elas podem fazer mal, é preciso afastá-las de nós, se assim for necessário.

A importância de identificar pessoas com falta de empatia

Identificar uma pessoa com ausência de empatia, às vezes, é confuso para nós, porque costumamos pensar “se eu tenho empatia, com certeza ele também tem, não é?”. Quase sempre, entretanto, há casos raros onde as pessoas têm uma manifestação neurológica, uma configuração interna, psicológica, onde a dor do outro não é sentida, onde a empatia não existe. Essas pessoas sofrem uma solidão que deve ser terrível, mas elas precisam ser tratadas com a firmeza necessária, porque são realmente um perigo.

Portanto, identifique na sua vida se você, talvez, esteja sofrendo próximo de alguém que é apenas egoísta e essa pessoa pode crescer ou se, por outro lado, você sofre perto de alguém que realmente tem uma perturbação, uma diferenciação psicológica que faz com que a empatia seja algo que nessa vida ela não vai experimentar.

Amor é algo que todos nós temos em semente. E se essa semente pode crescer em você, cultive com muito carinho e afaste-se e proteja-se daqueles nos quais a semente do amor caiu no terreno rochoso e não vai poder crescer. Ame à distância e proteja-se quando é para se proteger, inclusive, pedindo ajuda profissional, os psicólogos sabem como lidar com isso. O importante é você reconhecer que qualquer pessoa que cresce terá amor e empatia cada vez maior, mas se isso não está acontecendo, é hora de você se reposicionar perante aquela pessoa na sua vida.

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