John Travolta fala sobre sua paixão pela música brasileira: 'Está no meu DNA'
Astro de Hollywood revelou que a bossa nova o acompanha desde a infância e explicou por que incluiu clássicos de Tom Jobim em seu novo filme
Para muita gente, John Travolta será para sempre lembrado pelas pistas de dança de Os Embalos de Sábado à Noite e pelos passos que o transformaram em um dos maiores símbolos da era disco. Mas existe uma influência musical menos conhecida que acompanha o ator há décadas: a música brasileira.
Durante sua passagem pelo Festival de Cannes, onde apresentou seu primeiro longa-metragem como diretor e recebeu uma Palma de Ouro Honorária, Travolta falou sobre a relação especial que mantém com o Brasil e revelou que a bossa nova ocupa um lugar importante em sua história pessoal. "Há algo sobre a música brasileira que está no meu DNA", afirmou o astro.
Uma conexão que começou na infância
Segundo Travolta, o fascínio pela música brasileira nasceu ainda quando ele era criança. O ator contou que acompanhou de perto o momento em que a bossa nova conquistou o mundo e se transformou em um fenômeno internacional.
Embora frequentemente associado ao universo da música disco, ele explica que sempre encontrou nas canções brasileiras algo diferente: uma combinação de leveza, sofisticação e movimento. "Não consigo explicar: me inspira a dançar, a me mover", disse. Para o ator, o encanto dessas músicas permanece justamente porque elas atravessam gerações sem perder a força. "São músicas que não envelhecem nunca."
Tom Jobim ganhou espaço no novo filme
A admiração pela música brasileira não ficou apenas no campo das lembranças. Ela também encontrou espaço em seu mais novo projeto cinematográfico. Em Aventuras nas Alturas, primeiro longa dirigido por Travolta, três clássicos da bossa nova aparecem na trilha sonora: "Corcovado", "Samba de uma Nota Só" e "Garota de Ipanema", todas composições de Tom Jobim.
O filme é inspirado em um livro escrito pelo próprio ator para seu filho Jett, que morreu em 2009, aos 16 anos. A história acompanha um menino apaixonado por aviões durante uma viagem para Hollywood nos anos 1960, período em que a bossa nova vivia um momento de grande popularidade internacional.
Travolta revelou que gostaria de ter incluído ainda mais referências brasileiras na produção. "Estava especialmente interessado em 'Mas que nada', mas meus produtores não conseguiram negociá-la com os detentores dos direitos autorais", contou.
Um amor antigo pelo Brasil
A relação do ator com o país vai muito além da música. Ao longo da carreira, ele visitou o Brasil diversas vezes para divulgar filmes e participar de compromissos profissionais. Segundo o próprio Travolta, já foram cerca de 18 viagens ao país. "Eu ia superanimado e, sempre que podia, trazia minha mulher e os meus filhos junto comigo", relembrou. Entre todos os destinos brasileiros, o Rio de Janeiro ocupa um lugar especial em seu coração. Foi justamente a cidade escolhida pelo ator para celebrar a chegada dos 70 anos.
Música, memória e afeto
Ao falar sobre o novo filme, Travolta também destacou o papel que a música exerce na construção das lembranças. Nos créditos da produção, ele presta homenagem aos pais, aos irmãos, aos filhos e à esposa Kelly Preston, que morreu em 2020 após um câncer de mama. "Eles são meu modelo, minha inspiração", afirmou.
Talvez seja justamente por isso que a presença da bossa nova no longa tenha um significado tão especial. Mais do que uma escolha estética, ela funciona como um elo entre diferentes momentos da vida do ator: a infância, a família, as viagens e as memórias que continuam vivas através da arte.
Em uma carreira marcada por reinvenções, sucessos e desafios pessoais, John Travolta mostra que algumas paixões permanecem intactas. E, entre elas, está uma admiração sincera por um dos maiores patrimônios culturais do Brasil: sua música.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.