Quais são os riscos de ingerir pouca água nos dias quentes?
Com as altas temperaturas do verão, o corpo humano passa a trabalhar em ritmo acelerado para manter o equilíbrio interno. Suor excessivo, aumento da frequência cardíaca e maior gasto energético são respostas naturais ao calor. Nesse cenário, ingerir pouca água deixa de ser apenas um hábito inadequado e passa a representar um risco real à saúde.
Especialistas alertam que a desidratação pode se instalar de forma silenciosa, muitas vezes antes mesmo da sensação intensa de sede. Em dias quentes, a perda de líquidos ocorre rapidamente, principalmente por meio do suor, e nem sempre é compensada de maneira adequada.
"A ingestão insuficiente de água durante os dias quentes pode causar desidratação, levando a sintomas como fraqueza, tontura, dor de cabeça, confusão mental e queda da pressão arterial. Em casos mais graves, pode haver comprometimento da função renal e aumento do risco de infecções urinárias", explica a médica geriatra, Dra. Simone de Paula Pessoa Lima.
Em idosos, a desidratação pode se manifestar de forma mais sutil e evoluir rapidamente, agravando doenças pré-existentes, como hipertensão e insuficiência cardíaca ou gerando confusão mental em pessoas idosas frágeis. "Por isso, manter uma ingestão adequada de líquidos é fundamental para preservar o bom funcionamento do organismo e evitar complicações de saúde", completa.
O sistema cardiovascular também sofre. Com menos líquido circulando, o sangue fica mais espesso, o que pode sobrecarregar o coração e elevar o risco de quedas de pressão, arritmias e, em situações extremas, eventos cardiovasculares.
Crianças, idosos e pessoas que praticam atividades físicas ao ar livre formam o grupo mais vulnerável. Nesses casos, a atenção deve ser redobrada, já que a percepção da sede pode ser menor ou tardia.