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Menina de 3 anos já escreve o próprio nome e fez seu próprio desfralde sozinha

Athena é a mais nova membro de sociedade britânica de superdotados; seu QI é 132, enquanto a média brasileira é 87

21 dez 2022 - 05h00
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Athena, de apenas três anos, é a mais nova membro da Mensa Brasil
Athena, de apenas três anos, é a mais nova membro da Mensa Brasil
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Aos três anos e um mês de idade, Athena Macário Silveira é mais inteligente que 98% da população mundial. Com essa idade, é claro que ela não consegue fazer cálculos complexos ou entender todas as leis da Física, mas ela dá sinais de que pode fazer tudo isso com facilidade acima da que teria a maioria de nós. Isso porque, segundo testes especializados, Athena tem um QI de 132, enquanto a média brasileira é de 87.

A pequena se tornou a mais jovem e, também, a primeira amapaense a ser aceita na Mensa Brasil, braço tupiniquim da sociedade britânica que reúne pessoas com alto quoeficiente de inteligência ao redor do mundo. Eles, no entanto, não utilizam essa métrica, mas sim o "percentil 98", porque a metologia de avaliação do outro pode variar conforme quem aplica o teste. Assim, somente os 2% mais inteligentes do planeta podem fazer parte do clube.

Como qualquer outra criança de três anos recém-completos, Athena pode ser descrita como sapeca. Ela bagunça, lidera os amiguinhos nas travessuras, é muito curiosa e presta atenção em tudo o que seus pais fazem — e repete à sua maneira mais tarde. No entanto, o que chama a atenção não só de seus pais, mas também de todos com quem a pequena tem contato, é a facilidade em aprender coisas novas e esperadas para crianças mais velhas.

Exemplo disso, segundo seus pais, é como aos dois anos de idade ela já falava palavras difíceis e até aprendeu a escrever seu próprio nome sozinha. 

Athena, de apenas três anos, é a mais nova membro da Mensa Brasil
Athena, de apenas três anos, é a mais nova membro da Mensa Brasil
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

"A gente via como o desenvolvimento dela era um pouco acelerado. Dos três aos seis meses, ela chorava pouco e tentava vocalizar, apontava para o que queria", relembra o pai, o médico urologista Daniel Moreira Silveira, em entrevista ao Terra.

Com 11 meses, Athena já andava e escalava os objetos de casa.

"A gente teve que mudar todos os móveis de lugar de um jeito pra ela não subir, cair e se machucar. Coisa que a gente nunca precisou fazer com a irmã mais velha, de 7 anos", conta Daniel, lembrando também que Athena foi responsável pelo próprio "desfralde" precoce. "Um dia arrancou a fralda e falou 'não quero mais fazer xixi na fralda' e começou a usar o penico".

Mas quando chega a noite, a própria Athena avisa que está na hora de recolocar a fralda, já que não consegue segurar o xixi durante o sono.

Segurando a onda

A percepção que o desenvolvimento de Athena estava indo mais rápido que o costume para bebês de sua idade veio só depois de um ano e meio, quando, àquela altura o isolamento decorrente da pandemia de Covid-19 começava a afrouxar. "As pessoas na rua começaram a reparar e falar com a gente", diz o pai.

Os profissionais que a examinaram e aplicaram testes apontaram que a linguagem utilizada por Athena estava no mesmo nível da comunicação de uma criança de seis anos — o dobro de sua idade. Segundo ele, por causa de sua comunicação avançada e sua desenvoltura, ela até ganhou um apelido: mini adulta. 

Apesar do desempenho, a recomendação é segurar a onda de Athena. Pode parecer contraditório, mas a psicóloga infantil que a acompanha faz o caminho contrário ao esperado, para que ela "não perca o interesse".

Athena, de apenas três anos, é a mais nova membro da Mensa Brasil
Athena, de apenas três anos, é a mais nova membro da Mensa Brasil
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

"Não é nem não ensinar; é não deixar. [A psicóloga] disse que se ela tiver interesse de aprender a ler, vai aprender sozinha e aí, quando chegar na alfabetização na escola, aquilo vai virar um tédio e ela não vai querer ir pra aula", explica o pai.

Isso nem sempre dá certo, já que ela aprendeu a escrever o próprio nome sozinha. "Eu sou de ler muita historinha à noite e ela tem muito interesse. Eu termino de ler, e ela quer contar da forma dela. Nos pegou de surpresa quando ela escreveu o nome dela, 'papai' e 'mamãe'", acrescenta a mãe da menina, a bacharel em Direito Daniela da Costa Macário.

Orgulho e cuidado

Orgulhosos, Daniel e Daniela garantem que estão atentos a todas as dificuldades que Athena pode enfrentar diante de sua capacidade intelectual. Uma das preocupações do casal também diz respeito à irmãzinha mais velha da pequena, que está com sete anos.

"A gente não não quer que ela se sinta inferiorizada, então, explicamos que a irmãzinha aprende mais rápido, mas que ela também faz outras coisas melhor", conta o pai. "Cada uma tem um dom diferente".

Athena, de apenas três anos, é a mais nova membro da Mensa Brasil
Athena, de apenas três anos, é a mais nova membro da Mensa Brasil
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Com a vida toda pela frente, Athena poderá decidir em qual (ou quais) carreiras irá investir toda a sua inteligência. Os pais, por enquanto, garantem que o objetivo é estimulá-la a conhecer todas as possibilidades, enquanto ela ainda não desenvolveu interesse especial por nenhuma área ou atividade. 

Mas o que é inteligência, afinal?

Rodrigo Sauaia, presidente da Mensa Brasil, explica ao Terra que a inteligência pode ser definida como a combinação de fatores intrísecos e extrínsecos do indivíduo. Enquanto os intrísecos dizem respeito a fatores genéticos, os extrínsecos são a nutrição, estímulos, experiências e o aprendizado básico.

"Esses dois fatores combinados ajudam no desenvolvimento da cognição dos indivíduos e eles ajudam, portanto, a caracterizar uma pessoa como mais ou menos inteligente", explica o presidente. "Existem medições para a inteligência voltadas a características de raciocínio, de memória, de acúmulo de conhecimento e informação, de recuperação dessa informação, de agilidade de pensamento, de interação entre as pessoas". 

Fazer parte de uma associação de superdotados pode ajudar no autoconhecimento e desenvolvimento das habilidades desta pessoa. O presidente conta que, ao ser aceito como membro, o superdotado passa a estar apto para receber diversos benefícios oferecidos pela associação, como interação com a comunidade e encontros até com membros de outros países. Eles também podem concorrer a prêmios e bolsas escolares em concursos internos. 

Fonte: Redação Terra
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