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Homem de 42 anos se aposenta por invalidez após alegar 'vício em heavy metal'

Reconhecido como incapaz de manter uma rotina profissional estável, Roger Tullgren recebeu o benefício após provar que sua obsessão metal

12 fev 2026 - 14h41
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Uma decisão incomum chamou atenção na Suécia e voltou a repercutir recentemente nas redes sociais: em 2015, o Tribunal de Hasslehölm reconheceu que a paixão intensa de um homem por heavy metal havia se transformado em uma condição incapacitante para a vida profissional.

Sueco de 42 anos recebe pensão por invalidez após a Justiça reconhecer seu “vício” em heavy metal; entenda o caso
Sueco de 42 anos recebe pensão por invalidez após a Justiça reconhecer seu “vício” em heavy metal; entenda o caso
Foto: Reprodução/YouTube / Bons Fluidos

O protagonista da história é Roger Tullgren, então com 42 anos. Na época, ele passou um tempo tentando provar na Justiça que sua relação com o gênero musical não era apenas um hobby, mas algo que interferia diretamente em sua capacidade de manter um emprego estável.

Uma batalha de quase uma década

Segundo relatos, Tullgren enfrentou um longo processo legal que durou cerca de dez anos. Ele buscava que sua situação fosse reconhecida como uma deficiência permanente, já que sua obsessão pela música dificultava uma rotina comum.

"Há dez anos que tento que a minha situação seja reconhecida como deficiência. Falei com vários psicólogos que constataram que sofro de uma situação de discriminação", afirmou na época. De acordo com o sueco, o envolvimento com o heavy metal começou ainda na juventude e se intensificou com o tempo, a ponto de dominar completamente sua vida.

Quando a paixão vira obstáculo

Roger contou que sua necessidade constante de participar de shows e eventos musicais acabou comprometendo sua trajetória profissional. Ele se via incapaz de seguir horários rígidos ou manter empregos em tempo integral, já que sua prioridade era estar presente na cena musical.

"A situação é que eu estava realmente perdido, só falava de metal, só queria tocar metal, e quem deu o passo fui eu. Sou tão teimoso que queria mostrar que o metal é a única coisa na minha vida, a maior e melhor coisa que já aconteceu comigo", disse ele.

Em 2006, por exemplo, Tullgren teria participado de mais de 300 eventos ligados ao heavy metal - número que contribuiu para demissões sucessivas e agravou sua instabilidade no mercado de trabalho.

Reconhecimento judicial e pensão parcial

Diante das dificuldades, ele decidiu recorrer aos tribunais suecos para que sua condição fosse formalmente aceita como incapacidade permanente. A jornada, segundo ele, exigiu insistência e enfrentamento burocrático.

"Tive que brigar muito com meu governo. E é a primeira vez que isso é feito. É bastante difícil conseguir esse tipo de 'papel', acho que também há muita luta com quem é viciado em outros hobbies, como futebol, desporto", acrescentou. Ao final do processo, o tribunal concedeu a Roger uma pensão parcial por invalidez de cerca de 400 euros mensais.

Um acordo para conciliar trabalho e identidade

Com o benefício, Tullgren conseguiu encontrar um meio-termo: passou a trabalhar meio período como lavador de pratos em um restaurante, enquanto mantém sua rotina ligada ao heavy metal. Outro detalhe curioso é que seu empregador permite que ele use as roupas e o visual característicos do estilo musical durante o expediente - algo que, segundo Roger, facilita sua adaptação e reduz o impacto emocional de precisar "se encaixar" em padrões tradicionais.

Um caso raro que levanta debate

Embora seja uma decisão bastante específica e incomum, o episódio reacendeu discussões sobre saúde mental, dependências comportamentais e os limites entre paixão, identidade e incapacidade funcional.

A história de Roger Tullgren segue como um exemplo peculiar de como o sistema jurídico pode lidar com situações fora do padrão. E de como, em alguns casos, até mesmo um hobby pode se transformar em algo que afeta profundamente a vida cotidiana.

Bons Fluidos
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