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Combinar cirurgias plásticas não é o mais indicado

Cirurgião plástico afirma que deve haver respaldo técnico associado à perfeita condição clínica do paciente para evitar qualquer complicação

16 set 2014
10h41
atualizado às 10h43
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Um fenômeno que tem crescido ao longo dos últimos anos em todos os continentes é a associação de diferentes cirurgias plásticas em diversas áreas do corpo, na mesma operação. Para se ter ideia, dado divulgado pela Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS) afirma que 42% de todos os norte-americanos que se submeteram a plástica realizaram dois ou mais procedimentos ao mesmo tempo.

<p>Para garantir a segurança, o tempo cirúrgico não deve ultrapassar quatro horas</p>
Para garantir a segurança, o tempo cirúrgico não deve ultrapassar quatro horas
Foto: Divulgação

Por aqui, não há números oficiais, porém o Dr. Márcio Castan, cirurgião -plástico de Porto Alegre, confirma que o brasileiro também é adepto a intervenções simultâneas, mas alerta: algumas precauções devem ser levadas em consideração antes de enfrentar várias cirurgias de uma só vez.

O especialista acredita que os avanços tecnológicos e científicos são as principais razões que fizeram os procedimentos simultâneos tornarem febre no mundo. Inclusive, esse tema é bastante debatido nos eventos do setor, o que levou a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), por exemplo, lançar uma cartilha com dicas para manter a segurança dos procedimentos. Uma das orientações que esse manual faz diretamente aos médicos é sobre o longo período que pode demandar na sala de cirurgia ao associar procedimentos. 

<p>A Sociedade Brasileira de Cirurgia Pl&aacute;stica (SBCP) lan&ccedil;ou uma cartilha com o objetivo de tornar os procedimentos est&eacute;ticos mais seguros</p>
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) lançou uma cartilha com o objetivo de tornar os procedimentos estéticos mais seguros
Foto: stefanolunardi / Shutterstock



Tempo na mesa de cirurgia
"Para garantir a segurança, o tempo cirúrgico não deve ultrapassar quatro horas, pois pode haver maior risco de infecções, riscos anestésicos, maior perda sanguínea, riscos de complicações cardiovasculares, bem como o cansaço da equipe", diz Márcio. Além disso, o paciente pode sentir incômodo em várias áreas, dificultando, desta forma, que as orientações pós-operatórias sejam seguidas corretamente, além de poder prejudicar o período de cicatrização. 

A recomendação da comunidade médica, portanto, é realizar um procedimento por vez, pois cada um tem peculiaridades próprias. Entretanto, a combinação de cirurgias em um único ato operatório pode, sim, ser acordada entre o médico e o paciente, desde que haja possibilidade técnica, associada aos bons resultados dos exames pré-operatórios do paciente.

"Não há nada que proibida determinadas cirurgias combinadas que se complementam como, por exemplo, um lifting facial e a blefaroplastia (intervenção cirúrgica plástica em pálpebra); ou ainda a lipoaspiração e a abdominoplastia; lipoaspiração com gluteoplastia de aumento, abdominoplastia e mamoplastia de aumento ou redutora e assim por diante", observa o cirurgião. 

O especialista ainda reforça que, além de um procedimento potencializar o resultado do outro e deixar o paciente mais satisfeito, normalmente há benefícios econômicos para o paciente, pois há somente um único ato operatório, uma anestesia e, principalmente, a concretização de dois ou mais sonhos de uma só vez. 

 

Fonte: Terra
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