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Bebê fez 1 ano? Pediatra comenta papel dos suplementos nessa fase

A suplementação não deve substituir a alimentação saudável da criança, que é vital para o seu desenvolvimento.

14 mai 2026 - 19h15
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Vitaminas e minerais podem ser necessários; especialista alerta para os riscos da suplementação sem orientação médica

A chegada do primeiro aniversário marca uma importante fase de transição no desenvolvimento infantil. Nesse período, a alimentação sólida passa a ter maior protagonismo na rotina da criança, mas nem sempre consegue suprir todas as necessidades nutricionais essenciais para o crescimento saudável. Por isso, a suplementação de vitaminas e minerais tornou-se uma prática frequente nos consultórios pediátricos, especialmente para prevenir deficiências que podem impactar a imunidade, o sono, a disposição e o desenvolvimento do bebê.

Quando o bebê completa 1 ano, o Ministério da Saúde recomenda nutrientes como vitamina D e ferro
Quando o bebê completa 1 ano, o Ministério da Saúde recomenda nutrientes como vitamina D e ferro
Foto: Magnific / Revista Malu

Embora o leite materno continue exercendo um papel importante na proteção nutricional mesmo após o primeiro ano de vida, o acompanhamento profissional é fundamental para avaliar quais nutrientes precisam ser suplementados e em quais quantidades.

Vitamina D para o bebê

Segundo a pediatra e especialista em saúde da família, Rakel Evangelista, os nutrientes mais comumente suplementados nessa fase são vitamina D e ferro, conforme recomendação do Ministério da Saúde. Além disso, a vitamina A em megadose também pode ser indicada aos seis meses em regiões consideradas de maior risco nutricional.

A médica explica que sociedades internacionais ampliam essas recomendações e sugerem ainda a suplementação de zinco e ômega 3, além de avaliação individualizada de cada criança.

Amamentação prolongada

A amamentação após o primeiro ano também influencia diretamente na necessidade de suplementação. "Vemos que uma amamentação exclusiva até os seis meses de vida e complementar após essa idade melhora os perfis vitamínicos no sangue e diminui a demanda por doses maiores ou até mesmo a não necessidade de algumas vitaminas suplementadas", explica a especialista.

Não substitui alimentação

É necessário ressaltar que, apesar da relevância da suplementação, esse recurso não deve substituir uma alimentação equilibrada. "Suplementar é oferecer aquilo que a criança não consegue por meio da alimentação. A regra sempre será uma alimentação saudável em primeiro lugar e hábitos de vida saudáveis também", pontua a profissional.

Orientação médica

Rakel Evangelista também frisa que o uso inadequado de suplementos pode causar problemas à saúde do bebê. Entre os principais riscos, estão intoxicação por excesso de vitaminas, dificuldade na absorção de nutrientes e alterações da microbiota intestinal, conhecidas como disbiose.

Daí, a importância de evitar a automedicação e buscar sempre orientação pediátrica antes de iniciar qualquer suplementação. Além disso, o pediatra pode recomendar suplementos seguros para as crianças, entre opções manipuladas e industrializadas.

Atenção aos sintomas

A médica ressalta que alguns sinais podem indicar deficiência nutricional na criança que acabou de completar 1 ano e merecem, portanto, atenção dos pais. Entre os sintomas mais frequentes, estão adoecimentos recorrentes, queda de cabelo, coceira intensa na pele, unhas quebradiças e excesso de sono durante o dia. Segundo a pediatra, esses sintomas podem indicar carências vitamínicas e devem ser avaliados por um profissional de saúde.

Edição: Fernanda Villas Bôas

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