Cocô de fita pode ser sintoma para diagnóstico de câncer de intestino, como o de Chico Pinheiro
Formato achatado das fezes ocorre quando tumor comprime o órgão
O jornalista Chico Pinheiro, de 72 anos, afirmou que foi diagnosticado com câncer no intestino em uma publicação nas redes sociais no último fim de semana. A revelação ocorreu durante uma entrevsta dele com o cantor Zeca Baleiro, de 60 anos, que irá ao ar nesta segunda-feira, 11, às 19h.
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"Eu passei um mês e pouco internado. Descobri um câncer no intestino. A princípio relativamente fácil, que estava bem no começo", disse.
Um dos sintomas do câncer de intestino é o que ficou famoso como "cocô em formato de fita". Isso foi citado por Preta Gil, que lutou contra a doença.
O que significa o formato de fita
Mudanças no formato das fezes, como o aspecto achatado ou muito fino (semelhante a uma fita), podem indicar que uma lesão está dificultando a passagem no intestino. Segundo a oncologista clínica Luiza Dib, coordenadora de Pesquisa Clínica do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, isso normalmente acontece em estágios mais avançados do tumor.
O oncologista Virgílio Souza, do A.C.Camargo Cancer Center, explica que o tumor pode comprimir a saída das fezes, causando o achatamento ou afinamento notado pela cantora.
Outros sinais de alerta
Além do formato alterado, Preta Gil relatou ter enfrentado uma intensa constipação intestinal, chegando a passar 10 dias sem evacuar, e notou a presença de muco e sangue nas fezes. Em entrevista, a artista também contou que chegou a confundir crises de enxaqueca com hipertensão antes de perceber um sangramento mais intenso.
Especialistas apontam que o câncer colorretal pode ser silencioso em sua fase inicial, mas outros sintomas exigem atenção: alteração do hábito intestinal (tendência à diarreia ou intestino preso), dor abdominal, sensação de evacuação incompleta, fadiga e emagrecimento sem motivo aparente.
Prevenção e diagnóstico
A principal ferramenta de rastreamento para o câncer de intestino é a colonoscopia. O exame visualiza o intestino grosso e busca lesões benignas, como pólipos, que podem ser removidas antes de se transformarem em tumores malignos.
O Ministério da Saúde e especialistas recomendam que todo adulto a partir dos 45 anos inicie o rastreamento, mesmo sem sintomas. Pessoas com histórico familiar da doença ou de pólipos devem começar o acompanhamento ainda mais cedo.
Fatores de risco ambientais também influenciam o desenvolvimento da doença. O sedentarismo, a obesidade, o tabagismo, o consumo de álcool e uma dieta pobre em fibras e rica em produtos ultraprocessados e proteína animal estão entre os principais agravantes.
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