5 formas de fugir dos golpes feitos com inteligência artificial
Golpes com inteligência artificial se multiplicam e exigem atenção redobrada
Especialista alerta que o problema não é a tecnologia, mas o uso sem critério, e lista dicas práticas para evitar fraudes
A popularização da inteligência artificial trouxe ganhos expressivos para empresas, profissionais e consumidores, mas também abriu espaço para uma nova geração de golpes digitais cada vez mais sofisticados. Deepfakes, clonagem de voz, perfis falsos hiper-realistas e falsas promessas de enriquecimento rápido usando IA já fazem parte do cotidiano das fraudes no ambiente digital.
Segundo Breno Lobato, especialista em inteligência artificial aplicada a negócios, estratégia e performance, o avanço acelerado da tecnologia supera a capacidade coletiva de compreendê-la, criando um ambiente propício para ações criminosas. "A inteligência artificial evolui mais rápido do que a maturidade digital da maioria das pessoas. Golpistas se aproveitam desse descompasso para criar armadilhas cada vez mais convincentes", afirma Breno.
O empreendedor, investidor e palestrante, reforça que o problema não está na IA em si, mas no uso sem preparo e senso crítico. "IA não é milagre. Quando alguém promete dinheiro fácil, automação total sem esforço ou resultados imediatos, o risco é alto. A tecnologia potencializa capacidades, mas não substitui estratégia, método e inteligência humana", destaca Breno, o especialista.
Golpes mais sofisticados e personalizados
Com ferramentas de automação e acesso a dados públicos, criminosos conseguem simular vozes, rostos e comportamentos de pessoas reais, tornando as fraudes mais difíceis de identificar, inclusive dentro de empresas. "Hoje os golpes não parecem golpes. Eles usam linguagem profissional, timing emocional e aparência legítima. Por isso, confiar apenas na intuição já não é suficiente", explica o especialista.
Como se precaver de golpes com inteligência artificial
Breno Lobato aponta que a principal defesa contra esse tipo de fraude é a combinação de informação, processos e pensamento estratégico. Entre as principais recomendações estão:
1 - Desconfie de promessas extraordinárias
Ganhos rápidos, automações milagrosas e resultados garantidos costumam ser o primeiro sinal de golpe. "Se parece bom demais para ser verdade, provavelmente é", alerta Breno.
2 - Verifique identidades por mais de um canal
Em pedidos urgentes, principalmente financeiros, confirme a identidade da pessoa por ligação, vídeo ou outro meio independente.
3 - Evite decisões sob pressão
Golpistas exploram senso de urgência e medo. "Pressa é o combustível do golpe. Sempre que alguém tentar acelerar sua decisão, pare e questione", orienta.
4 - Proteja dados pessoais e corporativos
Não compartilhe informações sensíveis, senhas ou códigos, mesmo que o pedido pareça legítimo.
5 - Invista em educação digital e tecnológica
Entender como a IA funciona ajuda a identificar seus limites e reconhecer usos mal-intencionados. "Conhecimento é a principal camada de segurança no mundo digital", reforça.
Educação e estratégia como antídoto
Fundador do Grupo BLVR, que reúne iniciativas como o WeBelieve Hub (Casa dos Hackers) e o Programa Atmosfera, Breno defende o uso consciente e estratégico da tecnologia como forma de gerar valor real, e não ilusão. "Desenvolver tecnologia sem desenvolver inteligência estratégica é desperdiçar potencial. Quem entende a IA dificilmente cai em armadilhas emocionais ou técnicas", afirma.
Tecnologia com responsabilidade
Presente de forma consistente na mídia e em debates sobre inovação, Breno Lobato defende uma abordagem sem sensacionalismo e com foco em impacto real. "Não estamos apenas vivendo uma revolução tecnológica, mas uma mudança profunda na forma como tomamos decisões. A IA é uma ferramenta poderosa, e cabe a nós usá-la com consciência, critério e responsabilidade", conclui.