Técnicos iniciam pesquisa para Inventário Florestal Nacional
Equipes de especialistas iniciam trabalhos de mapeamento e coleta de dados sobre as florestas da Amazônia. O objetivo é detalhar aspectos como a qualidade dos solos, espécies existentes em cada área e o potencial de captura e emissão de gás carbônico. O material será utilizado para o Inventário Florestal Nacional (IFN), que começou a ser desenvolvido em 2010.
As informações também poderão ser utilizadas em discussões sobre clima e formulação de políticas públicas para a biodiversidade, afirma a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. "Em debates internacionais sobre mudanças de clima, por exemplo, saberemos que florestas são estas que temos, qual a qualidade de nossas florestas, teremos descoberta de espécies, conhecimento sobre as em extinção, além das informações sobre a distribuição desses territórios e do potencial de uso econômico das florestas", explica.
O investimento do Ministério do Meio Ambiente para o levantamento será de cerca de R$ 65 milhões. Além de dados sobre a biodiversidade, os trabalhos também vão incluir a população que vive no entorno das florestas. Serão aplicados quatro questionários para saber como estas comunidades convivem nestes territórios.
Essa é a segunda vez que o Brasil faz um levantamento como este. O primeiro foi publicado em 1980, com informações de 1970 que não abrangiam todas as regiões brasileiras. Apesar da grande cobertura de florestas no País - 60% do território nacional - atualmente há pouca informação técnica sobre essas áreas. Em geral são imagens de satélite da cobertura vegetal. "Este é o primeiro 'censo' florestal e será o trabalho de maior envergadura de todo o planeta", afirma Izabella.
Inventário Florestal Nacional - Além do bioma amazônico o IFN vai reunir informações sobre florestas situadas em outros biomas, como o Cerrado e a Caatinga. Ao todo serão mapeados quase 22 mil pontos em todo o território nacional. Só na Amazônia serão 7 mil.
No chamado Arco do Desmatamento, formado por Rondônia, centro e norte do Mato Grosso e leste do Pará serão levantadas informações de cerca de 3 mil pontos amostrais, com distâncias de 20 quilômetros um do outro.
Desde o início do projeto, o governo já mapeou florestas em Santa Catarina e no Distrito Federal.