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Da próxima vez que alguém mencionar microplásticos dentro do corpo humano, levante uma sobrancelha: existem sérias dúvidas sobre as pesquisas que sustentam essa afirmação

A pesquisa sobre a presença de microplásticos no corpo humano é assustadora; além disso, como afirma Damian Carrington, parece estar errada

18 jan 2026 - 10h49
(atualizado às 17h49)
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Foto: Xataka

Até 18 estudos que alegavam a presença de microplásticos em órgãos humanos foram contestados devido a possíveis falhas técnicas e de controle. E, embora estejamos obcecados com eles há anos, a verdade é que isso não deveria nos surpreender: sabemos disso praticamente desde o início.

Estudos que sugerem sua presença em tecido arterial ou testículos vêm recebendo críticas públicas desde o princípio. E o famoso estudo que alegava a presença de microplásticos no cérebro foi pura fraude científica.

Nada disso invalida as preocupações ambientais, nem nega a exposição humana a esses tipos de partículas. Simplesmente indica que fomos longe demais.

E que muitas pessoas estão se aproveitando da situação.

O que exatamente aconteceu?

Na última década, a poluição ambiental por microplásticos tornou-se uma questão central que não só gerou um boom na pesquisa, mas também impulsionou regulamentações e legislação.

E é lógico: o uso global de plástico (que atingiu 460 megatoneladas em 2019) deverá triplicar até 2060, tornando seu impacto uma questão séria a ser considerada.

No entanto, a atenção da mídia está obscurecendo o fato de que diversos estudos fazem afirmações sem o rigor metodológico necessário para sustentá-las.

Qual é o verdadeiro problema?

Na verdade, são muitos problemas. Para começar, o próprio termo "microplásticos" é deliberadamente amplo e confuso: estamos falando de uma miríade de coisas (fragmentos, fibras, filmes ou partículas) de inúmeros tamanhos e composições. Seu uso é útil ...

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