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Centro de Atletismo da Bovespa é o mais sustentável do País

7 mai 2012 - 12h26
(atualizado às 12h58)
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Jenifer Rosa
Direto de São Paulo

A cidade de São Caetano do Sul, em São Paulo, ganha um centro de treinamento para atletas que é o mais sustentável do País. De acordo com a diretora de Sustentabilidade da BM&FBovespa, Sonia Favaretto, o centro de treinamento (CT) é parte do Clube de Atletismo da BM&FBovespa, que possui atletas como Fabiana Murer, campeã mundial do salto com vara e Marílson Gomes dos Santos, bicampeão da Maratona de Nova York e tricampeão da São Silvestre.

Para restaurar completamente o centro que acaba de ser entregue aos atletas, a BM&FBovespa investiu R$ 20 milhões. A reforma dos 31.112 metros quadrados da unidade levou cerca de oito meses. Foram usados conceitos de sustentabilidade que orientaram da demolição à construção. Com isso, o material do antigo ginásio foi utilizado no aterro para o novo, o estacionamento ganhou um piso permeável, a água para lavagem de pisos e uso nos jardins passou a ser a reutilizada.

O centro conta agora com uma estação de coleta seletiva do lixo. A arquitetura das áreas de treinamento fechadas foi pensada para aproveitar a luz natural, minimizar o calor e evitar o uso de ar condicionado. As áreas externas ganharam lâmpadas do tipo Led, que consomem menos energia e duram mais que as similares.

Sonia afirma que foi feito tudo para reaproveitar ao máximo o que compunha o ginásio antigo. "Nós queremos dar o exemplo de sustentabilidade. Não existe uma construção esportiva com critérios sustentáveis como esta."

De acordo com Sonia, o centro de treinamento recebeu certificação prata de sustentabilidade pelo LEED (Leadership in Energy and Enviromental Design for Commercial Interiors).

O ginásio indoor possui uma pista de corrida de 60 metros, áreas de saltos em distância e tripo (pista e caixa de areia), para salto com vara (pista e conjunto poste, sarrafo e colchão).

O diretor da Playpiso, empresa responsável pelas pistas, Décio Chusid, explica que elas foram feitas com restos reciclados de pneus. "Elas oferecem rendimento maior para o atleta, por conta de sua composição e espessura diferentes das comuns."

Segundo o coordenador do clube, Ricardo Diegues, o custo da obra foi superior ao de uma construção no modelo convencional. "Uma construção como esta é em média 20% mais cara, mas é uma visão estratégica, pois ganha-se em longo prazo, com, por exemplo, economia de água, luz e, além disto, o CT foi construído com um sistema que ajuda a minimizar as cheias na região. É um bem para o meio ambiente e para comunidade local", diz Diegues.

Fonte: DiárioNet DiárioNet
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