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Quanto mais estudamos a mente dos corvos, mais claro fica que a sua inteligência supera o que imaginávamos

Os corvos interpretam muito melhor, apesar de terem um cérebro menor, e a densidade neuronal é a responsável por isso

28 out 2026 - 16h07
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Resumo
Um estudo publicado na Science revelou que os corvos superam os primatas em velocidade de processamento cerebral diante de tarefas visuais. Ao adaptarem um clássico teste de neurofisiologia com telas sensíveis ao toque, pesquisadores constataram que essas aves identificam estímulos e tomam decisões com rapidez impressionante, demonstrando que sua inteligência e capacidade de resposta cognitiva a informações ambientais vão muito além do que a ciência costumava estimar.
Quanto mais estudamos a mente dos corvos, mais claro fica que a sua inteligência supera o que imaginávamos.
Quanto mais estudamos a mente dos corvos, mais claro fica que a sua inteligência supera o que imaginávamos.
Foto: Xataka

É bastante comum, no mundo científico, utilizar primatas como referência em estudos — especialmente para entender como o cérebro processa informações do ambiente e toma decisões rápidas. Quando um estímulo visual surge diante de nossos olhos, uma rede de neurônios coleta dados, avalia as opções e desencadeia uma resposta em cerca de meio segundo. Mas, como vimos agora, as aves estão em um patamar completamente diferente.

Elas nos deixam no chinelo

Embora tenhamos a ideia de que nossa capacidade de processamento cerebral é praticamente perfeita, os corvos surgem para nos mostrar que não é bem assim. Essa foi a conclusão de um grupo de pesquisadores, cujo trabalho foi publicado na revista Science: diante de uma mesma tarefa visual, essas aves agem com uma velocidade impressionante, superando os primatas.

Como fizeram isso?

Para medir a velocidade de processamento dessas aves, a equipe adaptou um dos experimentos mais célebres da neurofisiologia da percepção: a tarefa de discriminação de movimento com pontos aleatórios.

Esse teste — muito utilizado em estudos com primatas no início dos anos 2000 — consiste em apresentar ao sujeito uma tela na qual um conjunto de pontos se desloca de forma caótica, enquanto apenas uma determinada porcentagem se move de maneira coerente para a esquerda ou para a direita.

No experimento, os corvos ficavam diante de uma tela sensível ao toque. Após o surgimento dos pontos, as aves precisavam virar a cabeça e bicar um alvo para indicar a direção do ...

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