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Inti Bonomo, especialista em Ciências Ambientais, sobre a evolução do Super Niño: "Ele vai continuar se intensificando e o pico será em dezembro"

Especialista explica como o aquecimento do Pacífico altera a circulação atmosférica, favorece a formação de nuvens e pode prolongar os efeitos do fenômeno até os primeiros meses de 2027

25 out 2026 - 08h42
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Resumo
Segundo o especialista Inti Bonomo, o fenômeno El Niño continuará se intensificando até atingir seu pico em dezembro. O aquecimento das águas do Pacífico altera a circulação atmosférica e transporta mais umidade para o centro da Argentina, gerando uma densa camada de nuvens. Essa cobertura bloqueia a radiação solar e atua como uma barreira que reflete a energia, explicando os dias atipicamente frios e nublados registrados na região, apesar do contexto mais amplo de aquecimento global.
Imagem mostra homem em frente a uma tela que mostra gráficos e dados sobre o El Nino.
Imagem mostra homem em frente a uma tela que mostra gráficos e dados sobre o El Nino.
Foto: Imagem gerada por inteligência artificial. / Xataka

Segundo Inti Bonomo, especialista em Ciências Ambientais, a persistência das nuvens ajuda a explicar as temperaturas mais baixas e está relacionada às mudanças na circulação atmosférica provocadas pelo El Niño.

Em entrevista ao canal argentino LN+, Bonomo explicou como o aquecimento das águas do oceano Pacífico pode favorecer a chegada de umidade à região e contribuir para a formação de uma extensa cobertura de nuvens. O especialista também falou sobre a evolução do fenômeno e afirmou que ele deve continuar se intensificando até atingir o pico em dezembro, embora tenha ressaltado que as previsões ainda podem mudar.

Como o El Niño explica os dias frios e nublados na Argentina

Durante a entrevista, Bonomo explicou que o aquecimento do oceano modifica a circulação atmosférica e pode favorecer o transporte de umidade para o centro da Argentina. Esse processo contribui para a formação de uma camada extensa de nuvens, que reduz a quantidade de radiação solar que chega à superfície durante o dia.

"Temos uma densa camada de nuvens bloqueando o sol", descreveu o especialista. 

Segundo ele, essa condição ajuda a explicar por que algumas áreas podem registrar temperaturas mais baixas mesmo durante um período associado ao aquecimento global.

Para ilustrar o fenômeno, Bonomo comparou o comportamento das nuvens à diferença entre usar roupas brancas ou pretas sob o sol. Superfícies claras refletem uma parcela maior da radiação, enquanto as escuras absorvem mais energia.

No caso da ...

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