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"Boia de olhos ameaçadores": veja o novo dispositivo que reduz captura acidental de aves no mar

Tecnologia desenvolvida no Reino Unido usa espantalho inflável e pipa para afastar aves mergulhadoras das redes de pesca

19 out 2026 - 22h25
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Resumo
Para evitar a morte de 95 mil aves marinhas por ano em redes de pesca europeias, pesquisadores criaram a "Looming Eye Buoy", boia com olhos giratórios que afasta os animais. Testes demonstraram que o dispositivo reduziu os acidentes em 59%, enquanto uma pipa de ave de rapina atingiu 71% de eficácia. Desenvolvida com apoio de pescadores, a inovação de baixo custo protege a biodiversidade marinha de forma preventiva e sem atrapalhar a pesca, sobretudo em áreas e períodos de maior risco.

A captura acidental em redes de pesca representa uma das maiores ameaças à sobrevivência de aves marinhas mergulhadoras em todo o mundo. Estimativas apontam que cerca de 95 mil animais morrem afogados anualmente ao ficarem presos em equipamentos de emalhar na costa europeia.

Tecnologia desenvolvida no Reino Unido combina boia giratória e pipa para afastar aves mergulhadoras das redes de pesca
Tecnologia desenvolvida no Reino Unido combina boia giratória e pipa para afastar aves mergulhadoras das redes de pesca
Foto: LookAod/Canva / Bons Fluidos

Para deter esse impacto ecológico, pesquisadores da empresa Fishtek Marine, em parceria com a organização RSPB e a Universidade de Exeter, criaram um espantalho flutuante capaz de afastar as espécies das áreas de risco, sem prejudicar o trabalho dos pescadores.

Como funciona a tecnologia contra a captura acidental

A estratégia envolve o uso da Looming Eye Buoy (boia de olhos ameaçadores), um dispositivo dotado de uma cabeça giratória que simula olhos animados na superfície da água, assustando os pássaros antes do mergulho. Durante dois anos de testes na costa da Cornualha, os cientistas também avaliaram a eficiência de uma pipa comercial em formato de ave de rapina. As análises demonstraram que a boia reduziu o risco de acidentes em 59%, enquanto a pipa alcançou uma eficiência de 71% na preservação de espécies como o airo-comum.

Parcerias e aplicação nas áreas de risco

Vale destacar que a colaboração direta com os trabalhadores do mar foi fundamental para validar a durabilidade dos equipamentos e mapear as áreas de maior vulnerabilidade. Os dados coletados revelaram que os acidentes se concentram principalmente no inverno e em locais específicos da costa. Com isso, os dispositivos podem ser empregados de maneira pontual e preventiva nos períodos críticos, oferecendo uma solução simples, resistente e de baixo custo para o setor pesqueiro.

O desenvolvimento de ferramentas práticas de dissuasão prova que a tecnologia e o conhecimento tradicional podem caminhar juntos na preservação da fauna marinha. Por fim, a adoção desses espantalhos flutuantes representa um avanço decisivo para garantir a sustentabilidade dos oceanos e o equilíbrio da biodiversidade.

Bons Fluidos
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