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Espigas de milho, cascas de coco e o "tesorium" romano: todas as alternativas ao papel higiênico antes de ele existir

O papel higiênico moderno só começou a ser distribuído comercialmente em 1857; até então, o que fazíamos?

18 out 2026 - 18h04
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Resumo
Antes do papel higiênico moderno, a humanidade usava pedras, jornais e catálogos para a higiene íntima. A primeira versão comercial surgiu nos EUA em 1857, com Joseph Gayetty vendendo folhas medicinais soltas, mas a novidade demorou a ser aceita pelo custo e pelo tabu social. A consolidação do produto só ocorreu com a invenção do formato perfurado em rolo por Seth Wheeler, em 1871, que mais tarde patenteou também a famosa ilustração com a folha voltada para a frente.
Espigas de milho, cascas de coco e o
Espigas de milho, cascas de coco e o
Foto: Xataka

Vocês conhecem aquelas cenas de filme em que um avô conta ao neto histórias da guerra que ficam gravadas para sempre na memória? Alguns de nós vivenciaram uma versão menos épica: a de como, depois de fazer as necessidades no campo, nossos antepassados se limpavam com pedras — escolhendo, claro, as menos afiadas. O que, para as gerações criadas com papel higiênico, parece uma loucura, foi, durante quase toda a história, o padrão.

O papel higiênico, tal como o conhecemos, é uma invenção surpreendentemente recente. O primeiro a ser vendido embalado nos Estados Unidos foi o de Joseph Gayetty, em 1857. Eram folhas soltas, impregnadas com aloe vera e com o nome do inventor como marca-d'água; eram anunciadas quase como um produto farmacêutico, capaz de prevenir hemorroidas. Seria lógico pensar que foi um sucesso imediato, mas não foi.

Durante décadas, nas latrinas americanas, usava-se o que estivesse à mão: jornais, almanaques ou catálogos de vendas por correio. Reutilizar o material que chegava na caixa de correio saía muito mais barato. Além disso, o assunto era íntimo demais para que alguém entrasse em uma loja e pedisse papel para limpar o próprio traseiro.

O rolo mudou esse cenário. Em 1871, Seth Wheeler, de Albany (Nova York), patenteou o papel perfurado em rolo — oficialmente classificado como "papel de embrulho". Em 1891, ele registrou outra patente, cujo desenho mostra o rolo posicionado "por cima" — a imagem que hoje é sempre trazida à tona no eterno debate sobre se o papel...

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