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Outra forma evidente do aquecimento global: a água da torneira em uma cidade norueguesa tornou-se imprópria para consumo devido à presença de metais pesados

Degelo do permafrost alterou a composição química da água em Longyearbyen

23 out 2026 - 15h09
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Resumo
O rápido aquecimento global em Longyearbyen, no arquipélago norueguês de Svalbard, provocou o degelo do permafrost, tornando a água da torneira imprópria para o consumo humano. O descongelamento desse solo alterou as reações químicas na região e contaminou o lago de abastecimento com níveis perigosos de metais pesados, como manganês, níquel e sulfato. A situação evidencia como a crise climática já afeta de forma direta e severa a qualidade dos recursos hídricos até nas áreas mais frias do planeta.
Longyearbyen
Longyearbyen
Foto: Shutterstock / Xataka

O aquecimento global está afetando até mesmo algumas das regiões mais frias do planeta. Em Longyearbyen, no arquipélago norueguês de Svalbard, a água da torneira se tornou imprópria para consumo após o degelo do permafrost, solo que permanecia congelado durante longos períodos.

Svalbard está entre as regiões que aquecem mais rapidamente no mundo. Nas últimas décadas, o aumento das temperaturas tem alterado o ambiente local e provocado mudanças que afetam diretamente a população, incluindo a qualidade da água potável.

Degelo do permafrost contamina a água potável

Longyearbyen tem cerca de 2.600 habitantes. Em setembro de 2025, análises identificaram concentrações de manganês na água até 25 vezes superiores ao limite recomendado pelo Instituto Norueguês de Saúde Pública.

Embora os níveis desse metal tenham diminuído posteriormente, a água passou a apresentar quantidades excessivas de níquel e sulfato, mantendo a restrição ao consumo.

O problema está relacionado ao degelo do permafrost, uma camada de solo que permanece congelada por pelo menos dois anos consecutivos. Com o aumento das temperaturas, o descongelamento altera as reações químicas no solo e pode liberar substâncias presentes nas rochas para a água subterrânea.

O abastecimento de Longyearbyen depende de um lago próximo, que recebe água da chuva, de fontes superficiais e de águas subterrâneas. Quando o permafrost descongela, a composição química dessas águas pode mudar, dificultando o tratamento necessário para torná-las ...

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