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A IA já está mudando a previsão do tempo: com o furacão Isaías, acertou sua trajetória quando os modelos tradicionais falharam

Os meteorologistas ainda serão necessários para fornecer uma previsão precisa

27 out 2026 - 13h13
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Resumo
A inteligência artificial está transformando a meteorologia, superando sistemas tradicionais na previsão de trajetórias. O modelo FNV3, da DeepMind, antecipou com precisão cirúrgica e três dias de antecedência o ponto de impacto do furacão Isaías na Flórida, enquanto métodos clássicos falharam para o oeste. Apesar do sucesso no trajeto, o Centro Nacional de Furacões ressaltou que as previsões oficiais ainda superaram a IA em até 40% no cálculo da intensidade da tempestade.
A IA já está mudando a previsão do tempo: com o furacão Isaías, acertou sua trajetória quando os modelos tradicionais falharam.
A IA já está mudando a previsão do tempo: com o furacão Isaías, acertou sua trajetória quando os modelos tradicionais falharam.
Foto: Xataka

Durante décadas, prever o tempo para os dias seguintes foi um verdadeiro desafio, que envolvia o uso de supercomputação de grande escala e física pura, com uma equipe de meteorologistas por trás.

Hoje, a inteligência artificial está reescrevendo essas regras, já que os modelos baseados em machine learning (aprendizado de máquina) deixaram de ser apenas uma promessa de laboratório e passaram a operar em tempo real, oferecendo suporte a esses profissionais.

O caso do furacão Isaías

Para demonstrar o potencial dessa tecnologia no campo da meteorologia, um usuário do X, Packie Young, compartilhou como um modelo da DeepMind antecipou o surgimento do furacão Isaías com uma precisão quase mágica. Especificamente, o modelo FNV3, do Weather Labs, é uma dessas grandes promessas.

No que diz respeito à trajetória, a IA acertou em cheio. Segundo uma análise do HurriLab, o modelo de IA previu o momento em que o furacão atingiria o continente com uma margem de erro de poucas horas, com mais de três dias de antecedência.

Foi, inclusive, o modelo que mais se aproximou do ponto real de impacto, na Flórida. Em contrapartida, os sistemas tradicionais — tanto o europeu quanto o americano — desviaram-se excessivamente para o oeste.

Mas há ressalvas

Embora tenha funcionado muito bem, o próprio diretor do Centro Nacional de Furacões (NHC) observou que a previsão oficial do órgão foi entre 20% e 40% mais precisa que a da IA ao prever a intensidade do furacão. Nesse aspecto, os modelos clássicos, como o ...

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