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Voos espaciais aceleram envelhecimento de células-tronco

19 set 2025 - 14h26
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Novo estudo confirma que o espaço acelera o desgaste molecular das células-tronco. Descoberta pode ajudar a compreender melhor como proteger os astronautas e até remodelar o envelhecimento humano na Terra.Os voos espaciais aceleram o envelhecimento das células-tronco e progenitoras hematopoiéticas humanas, fundamentais para a saúde do sangue e do sistema imunológico, detalha um estudo publicado na revista Cell Stem Cell.

Imagens do primeiro passeio espacial privado da história da SpaceX
Imagens do primeiro passeio espacial privado da história da SpaceX
Foto: DW / Deutsche Welle

Os resultados mostram que essas células perderam parte de sua capacidade de produzir novas células saudáveis, tornaram-se mais vulneráveis a danos no DNA e apresentaram um encurtamento nos telômeros (extremidades dos cromossomos), sinais claros de envelhecimento acelerado.

Com a ajuda da inteligência artificial, a equipe analisou células expostas durante quatro missões de reabastecimento da SpaceX à Estação Espacial Internacional.

Descobertas de "importância vital"

"O espaço é o teste definitivo de estresse para o corpo humano", afirma a autora principal Catriona Jamieson, diretora do Instituto Sanford de Células-Tronco, em um comunicado da Universidade da Califórnia em San Diego (Estados Unidos).

A pesquisadora destaca que essas descobertas são de "vital importância", pois confirmam que fatores como a microgravidade e a radiação cósmica podem acelerar o envelhecimento molecular das células-tronco sanguíneas.

"Compreender essas mudanças não só nos informa sobre como proteger os astronautas durante missões de longa duração, como também nos ajuda a remodelar o envelhecimento humano e doenças como o câncer aqui na Terra", acrescenta Jamieson.

"Trata-se de um conhecimento essencial agora que entramos em uma nova era de viagens espaciais comerciais e pesquisa em órbita terrestre baixa", ressalta.

Antecedentes de um estudo da Nasa

A Nasa, agência espacial americana, já havia demonstrado efeitos semelhantes no sistema imunológico e no comprimento dos telômeros. O Estudo dos Gêmeos (2015-2016), por exemplo, comparou o astronauta Scott Kelly, que passou 340 dias em órbita, com seu irmão Mark, que permaneceu na Terra.

A pesquisa demonstrou alterações na expressão gênica, no microbioma intestinal e no comprimento dos telômeros, muitas das quais foram revertidas após o retorno de Scott ao nosso planeta.

O que acontece com as células do corpo no espaço?

Para o novo estudo, os cientistas desenvolveram nanobiorreatores, sistemas de biossensores 3D miniaturizados que permitiram cultivar células-tronco humanas no espaço e monitorá-las com IA.

Após serem expostas a entre 32 e 45 dias de voo espacial, as células apresentaram características próprias de envelhecimento: maior atividade que esgotou suas reservas, menor capacidade de regeneração e maior dano molecular.

Reversão de danos celulares

Também foram observados sinais de inflamação, estresse mitocondrial e ativação de seções latentes do genoma que normalmente permanecem inativas. Essas respostas ao estresse podem afetar a função imunológica e aumentar o risco de doenças.

No entanto, quando essas células expostas ao espaço foram posteriormente colocadas em um "ambiente jovem e saudável", parte dos danos começou a ser revertida, sugerindo que, com as intervenções adequadas, seja possível rejuvenescer células envelhecidas.

ip (efe, ots)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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