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Maduro pede rejeição do processo criminal nos EUA, alegando disputa sobre honorários advocatícios

26 fev 2026 - 21h16
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O presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro pediu a um juiz nesta quinta-feira que rejeitasse o processo criminal contra ele nos Estados Unidos por tráfico de drogas, acusando o governo dos ⁠EUA de interferir em sua defesa ao impedir ‌que o governo venezuelano pagasse seus honorários advocatícios.

Nicolás Maduro em comício
17 de maio de 2018
REUTERS/Carlos Jasso
Nicolás Maduro em comício 17 de maio de 2018 REUTERS/Carlos Jasso
Foto: Reuters

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, se declararam ‌inocentes em 5 de janeiro ‌das acusações de tráfico de drogas que ⁠podem levá-los à prisão nos EUA por décadas. Eles estão presos em Nova York aguardando julgamento.

O advogado de defesa de Maduro, Barry Pollack, disse anteriormente ao juiz federal Alvin Hellerstein, que ‌supervisiona o caso, que o Departamento do Tesouro ‌concedeu, em 9 ⁠de janeiro, ⁠uma exceção às sanções financeiras dos EUA contra a Venezuela ⁠para que o ‌governo do país ‌sul-americano pudesse pagar os honorários de Maduro, mas revogou essa permissão horas depois, sem explicação.

Na moção desta quinta-feira, Pollack argumentou que a medida ⁠interferiu no direito de Maduro a um advogado, previsto na Sexta Emenda da Constituição dos EUA, e exige a rejeição das acusações. Pollack disse que não ‌poderia continuar representando Maduro sem o financiamento do governo venezuelano.

Um porta-voz da Procuradoria de Manhattan, que ⁠apresentou as acusações, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Forças especiais dos EUA capturaram Maduro e sua esposa em uma dramática operação noturna em Caracas em 3 de janeiro, após meses de pressão do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, para que o líder socialista renunciasse. Os promotores afirmam que Maduro abusou de seu poder para ajudar traficantes de drogas ao longo de seus 13 anos no cargo.

((Tradução Redação São Paulo)) REUTERS AC

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