Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Vendas de caminhões: por que todos apostam as fichas no final do ano?

Saiba as razões que podem tornar o último trimestre um campo fértil para a compra de veículos comerciais

8 fev 2026 - 07h07
Compartilhar
Exibir comentários

O mercado de caminhões fechou o ano passado em queda, com a indústria agarrada à possibilidade de que, em 2026, o cenário fosse diferente. As projeções, no entanto, mostram que o ano corrente deve espelhar o desempenho anterior. Mas há esperanças, como veremos a seguir.

Vendas de caminhões poderão ter injeção de fôlego no fim de 2026
Vendas de caminhões poderão ter injeção de fôlego no fim de 2026
Foto: Volvo/Divulgação / Estadão

Antes, vamos aos números. A Anfavea, associação que representa as montadoras com operação no país, sugeriu em janeiro que as vendas de pesados este ano serão 0,5% menores do que as registradas no ano passado. Já a Fenabrave, entidade que reúne os distribuidores, antevê um cenário mais drástico: queda de 7%.

Ambas as organizações creditam o recuo à manutenção do consumo desaquecido, reflexo direto do baixo apetite de compra causado pelo atual patamar de juros. Por outro lado, os principais players do setor de veículos comerciais apontam que, apesar disso, há luz no fim do túnel. Três luzes, aliás.

1 - O impacto da taxa de juros

O primeiro "farol" refere-se à redução da própria taxa de juros. Igor Calvet, presidente da Anfavea, explicou em janeiro que, se o corte ocorrer ainda no primeiro trimestre, há grandes chances de os efeitos refletirem no mercado nos últimos três meses, tornando o financiamento de caminhões mais atrativo.

Mas vale o lembrete: isso depende da redução se concretizar logo no início de 2026. "Se a taxa cair agora, o mercado só vai perceber os efeitos lá na frente, no final do ano. A redução não gera um impacto imediato", afirmou Calvet no início do ano.

2 - Safra recorde e demanda reprimida

O segundo alento ao setor é a expectativa de uma safra de grãos recorde, o que historicamente impulsiona a demanda por veículos pesados para o transporte de cargas do agronegócio.

"Existe uma demanda reprimida por renovação de frota que pode se acentuar em 2026 caso a safra se confirme. O frotista está operando com caminhões depreciados à espera de um cenário melhor. Pode chegar um momento em que não haja mais margem para postergar a compra de modelos novos", analisa David Wong, da consultoria Alvarez & Marsal.

3 - O "Efeito Fenatran"

Por fim, o final do ano reserva a Fenatran, o maior evento de veículos pesados da América Latina. A feira é o grande motor de vendas do setor, pois os negócios são fechados diretamente nos estandes das montadoras, que aproveitam o fluxo de clientes para oferecer condições especiais e promoções.

Na última edição, realizada em 2024, os negócios fechados no pavilhão do São Paulo Expo movimentaram R$ 15 bilhões, superando significativamente os R$ 9,5 bilhões da edição anterior.

Estadão
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade