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Vai comer na rua neste Carnaval? Veja os cuidados!

Especialista detalha os impactos do consumo de álcool e alimentos na saúde gastrointestinal e orienta sobre práticas de prevenção

13 fev 2026 - 07h11
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A ingestão de alimentos preparados sem os devidos protocolos de higiene pode resultar em quadros de intoxicação alimentar e infecções gastrointestinais neste Carnaval. Segundo o cirurgião do aparelho digestivo, Dr. Rodrigo Barbosa, o risco reside em múltiplos fatores externos.

A saúde digestiva requer atenção profissional se os sintomas forem persistentes
A saúde digestiva requer atenção profissional se os sintomas forem persistentes
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

"A má conservação dos alimentos, a manipulação inadequada e os condimentos expostos ao calor podem levar à contaminação por bactérias como Salmonella e Escherichia coli, causando vômito, diarreia e febre. Além disso, carnes e ovos de espetinhos e lanches devem ser bem cozidos para evitar infecções intestinais graves", alerta o médico.

A atenção deve se estender às bebidas, uma vez que o gelo de procedência duvidosa é um potencial transmissor de viroses. Para a prevenção, o especialista recomenda priorizar embalagens fechadas e industrializadas. "Com as altas temperaturas previstas para os próximos dias em todo o Brasil, ainda é importante manter a hidratação, mas sempre com água mineral lacrada e de procedência confiável", afirma.

A ressaca pós-festividades frequentemente apresenta manifestações no sistema digestivo, como náusea, diarreia e queimação. O Dr. Rodrigo Barbosa esclarece que o mal-estar gastrointestinal é parte frequente da ressaca, mas pode indicar irritação severa ou infecção.

"Não é só o cérebro que sofre com o excesso de álcool. O estômago produz mais ácido, o intestino pode acelerar demais e a mucosa digestiva fica irritada. Por isso, dor de barriga e diarreia são tão comuns depois da folia", explica.

Sobre métodos comuns de cuidados para esse carnaval, o médico separa mitos de verdades:

  • Hidratação: "Intercalar bebida alcoólica com água é uma das atitudes mais eficazes para diminuir o impacto geral da ressaca. Mas isso não impede a irritação do estômago nem os efeitos tóxicos do álcool no organismo", diz Barbosa.

  • Alimentação prévia: Embora ajude a retardar a absorção, o médico pondera: "O problema é que muita gente exagera na fritura achando que está 'forrando o estômago'. Comida muito gordurosa pode piorar náusea, refluxo e sensação de estufamento depois".

  • Medicamentos: O especialista adverte contra o uso de remédios antes de beber para "blindar" o corpo. "Não existe comprimido que anule os efeitos do álcool. Misturar bebida com certos remédios, principalmente analgésicos e anti-inflamatórios, pode ser mais perigoso do que a própria ressaca", reforça.

  • Privação de sono: A falta de descanso também agrava o quadro. "Privação de sono associada ao álcool é uma combinação que favorece azia, má digestão e desconforto abdominal", pontua.

A saúde digestiva requer atenção profissional se os sintomas forem persistentes. O Dr. Rodrigo Barbosa orienta procurar avaliação médica em caso de dor abdominal forte, vômitos persistentes, febre ou sinais de desidratação severa.

"No Carnaval, o problema raramente é um único fator. É o combo de álcool, pouca água, comida pesada, calor e sono irregular que sobrecarrega o sistema digestivo. Pequenos cuidados já fazem grande diferença", conclui o cirurgião.

Perfil Brasil
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