Trump assina ordem que força venda do TikTok nos EUA e redefine controle sobre dados e algoritmos
Ordem de Trump obriga TikTok a ser vendido nos EUA, limita capital estrangeiro e fortalece regras para dados e algoritmos. Investidores disputam participação.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva nesta quinta-feira (25) que altera completamente o destino do TikTok no país. Agora, a rede social poderá continuar operando sob controle de uma nova empresa americana, com regras rígidas para capital estrangeiro e armazenamento de dados.
Por que o TikTok virou alvo
A medida ocorre após anos de debates sobre segurança nacional, já que autoridades dos EUA acusam a China de usar o TikTok para coletar informações de usuários e monitorar dados confidenciais. Apesar da negação formal da ByteDance, dona do aplicativo, o governo americano defende ações contundentes para evitar riscos à privacidade.
Como será a nova estrutura da empresa
- Sede nos Estados Unidos, com no máximo 20% de participação estrangeira;
- Propriedade total dos algoritmos, código e moderação de conteúdo;
- Armazenamento de dados em servidores americanos, com vigilância reforçada por parceiros nacionais.
O que muda para usuários e investidores
O TikTok continuará operando para 170 milhões de usuários americanos, mas todo o controle de dados e funcionamento será transferido para uma companhia local. O objetivo é garantir transparência e impedir qualquer acesso de "adversários estrangeiros".
Disputa bilionária pelo controle do TikTok
A estimativa oficial é que a nova empresa valerá cerca de US$ 14 bilhões, valor considerado abaixo do real, já que análises apontam o TikTok entre US$ 30 bi e US$ 40 bi apenas nos EUA em abril de 2025. A ByteDance, por sua vez, é avaliada em US$ 330 bilhões, com participações de fundos como Susquehanna, General Atlantic e KKR.
Quem pode comprar o TikTok nos EUA?
Entre os principais interessados na aquisição estão gigantes como Oracle, Silver Lake e fundos de investimento americanos. A composição acionária, que já envolve uma série de investidores internacionais, pode mudar conforme avança a negociação.
O posicionamento da China sobre o acordo
O presidente Donald Trump afirmou que conversou diretamente com Xi Jinping sobre o caso e recebeu aval do governo chinês para seguir com o acordo. O Ministério das Relações Exteriores da China, porém, pede que os EUA garantam ambiente "justo, aberto e não discriminatório" para empresas chinesas.
Histórico: Trump e TikTok
Não é a primeira vez que Trump tenta limitar o TikTok. Em 2020, uma tentativa de banimento não avançou após disputas judiciais. Em 2024, Joe Biden sancionou lei obrigando a venda do app, decisão que culmina no novo decreto, agora efetivado e ajustado pelo presidente republicano.
Quais regras e prazos a ordem estabelece
- A transição para a nova empresa deve acontecer até 16 de dezembro;
- Monitoramento de software, algoritmos e dados ficará sob tutela de parceiros classificados como "confiáveis";
- Algoritmos usados nos EUA serão "retreinados" para garantir a segurança dos dados nacionais.
Repercussão no setor de tecnologia
Especialistas afirmam que a decisão é histórica e acirra ainda mais as tensões entre EUA e China no campo digital. O TikTok, que é peça estratégica para centenas de criadores e empresas americanas, ganha novo fôlego sob controle nacional, mas enfrenta um futuro incerto entre disputas de investidores.
O que está em jogo para usuários
Segundo o vice-presidente J.D. Vance, o decreto "protege o povo americano do uso indevido de seus dados e influencia", mas garante continuidade da plataforma para consumo, criação de conteúdo e negócios digitais.