Nova turma de aceleração do Google tem 100% das startups lideradas por mulheres

O programa Google For Startups terá três meses de duração e conta com 10 startups de diferentes áreas

10 mar 2021
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O Google anunciou nesta quarta-feira, 10, que terá uma turma de aceleração completamente formada por startups lideradas por mulheres. O projeto, chamado Google for Startups, selecionou 10 empresas para mentoria online por três meses.

Essa é a primeira vez que o Google trabalha com 100% da turma de aceleração formada por mulheres. O programa, que será a primeira turma de 2021, conta com Gupy, Safe Space, Justto, Datarisk, DealerSites, Hygia Bank, Redação Nota 1000, Manipulaê, Grão e Leads2b. A Gupy, Datarisk e a Leads2b já eram vinculadas ao Google for Startups em projetos anteriores.

Além dos três meses de mentoria, as startups poderão aprimorar o conhecimento em algumas áreas de tecnologia, como cloud, machine learning e ferramentas de publicidade. As líderes também terão um acompanhamento para se aprofundarem em temas como confiança e relacionamento entre fundadores.

"Apesar dos nossos esforços no Google para aumentar a representatividade feminina na nossa comunidade e no mundo todo, sabemos que ainda temos um longo caminho a percorrer. Por isso, decidimos incluir o módulo de desenvolvimento da liderança nesta edição do Accelerator, cientes de que as líderes precisam e querem ir além do aumento de eficiência operacional e redução de custos das suas startups", explica Fernanda Caloi, Gerente de programas do Google for Startups Brasil.

O mercado de startups comandadas por mulheres tem sofrido o impacto da pandemia no setor financeiro. Apesar do bom ano para as empresas, 2020 foi o ano em que essas startups menos tiveram investimentos. De acordo com o Crunchbase (plataforma usada para encontrar informações comerciais sobre empresas privadas e públicas), apenas 2,3% do total de aportes de capital de risco em startups no mundo em 2020 foi destinado a empresas fundadas por mulheres — em 2019, essa proporção era maior, de 2,8%. Quanto ao volume de investimento, houve uma queda de 27% em 2020, chegando a US$ 4,9 bilhões.

Estadão
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