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Digital House e Rocketseat anunciam fusão para turbinar educação em tecnologia no País

Com a união, os alunos de ambas as instituições terão formação em todos os níveis, desde os mais básicos até programas avançados

13 out 2021 11h47
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Em mais uma transação que envolve escolas de programação e tecnologia, a startup de educação (edtech) Digital House, voltada para desenvolvimento de "talentos digitais", anunciou nesta quarta-feira, 13, sua fusão com a Rocketseat, plataforma de aprendizado em programação. O valor da operação foi R$ 150 milhões, considerando pagamento em dinheiro e trocas de ações.

As duas empresas são focadas no ramo de educação para o trabalho. A Digital House oferece, entre outros, cursos intensivos e programas executivos nas áreas de Programação, Marketing Digital, Dados, Experiência do Usuário (UX) e Negócios. Já a Rocketseat se posiciona como uma plataforma de "life long learning", ou seja, oferece formação contínua para programadores ao longo de toda a vida profissional, com 400 mil usuários.

Com a união, os alunos de ambas as instituições terão formação em todos os níveis, desde os mais básicos até programas avançados. O objetivo, segundo as empresas, é ampliar a oferta de conteúdos para os alunos, garantindo evolução profissional contínua e um portfólio mais encorpado de produtos para clientes B2B.

"As marcas seguem independentes, mas vamos trocar todos os recursos que pudermos dos dois lados", afirma Robson Marques, cofundador e presidente executivo da Rocketseat. "Temos uma rede de produção de conteúdo que pode ser aproveitada pela Digital House e há uma rede de professores muito forte a ser aproveitada pela Rocketseat. As comunidades estarão cada vez mais fortes."

Um estudo da Microsoft aponta que a demanda por profissionais de tecnologia pode chegar a 6,3 milhões profissionais até 2025 no Brasil. A procura global por programadores e desenvolvedores cresce cada vez mais, mas a oferta de mão de obra formada na área não acompanha.

"É um problema, mas é uma grande oportunidade, não só para nós, mas para o Brasil, porque programação é uma linguagem universal e permite trabalhar em outros países. É uma demanda global, sem limites", afirma Sebastian Mackinlay, cofundador e presidente executivo da Digital House Brasil.

"A ideia de um novo produto ou necessidade de tecnologia pode ocorrer em uma reunião de 30 minutos, mas formar o profissional leva pelo menos dois anos. É difícil fazer essa conta fechar, mas estamos aqui justamente para ajudar a resolver esse problema, trazendo educação de qualidade em escala", afirma Marques.

Modelo de negócio

As duas empresas afirmam ter negócios complementares: a Digital House possui cursos de cinco a seis meses de duração com valores próximos de R$ 7 mil, tanto com modelo de financiamento de "income share agreement", conhecido como ISA, em que o aluno só paga o curso quando estiver empregado, ou em outros tipos de parcelamento. Em março deste ano, a Digital House recebeu um aporte de R$ 280 milhões feito pelo grupo de investidores Kaszek, Riverwood Capital, Mercado Livre e Globant.

Já a Rocketseat se baseia no modelo por assinatura, angariando profissionais de diferentes formações para contribuir com o seu conteúdo. A plataforma foca em três diferentes etapas de aprimoramento de carreira em programação: formação inicial, especialização e atualização constante.

Entre transações semelhantes, a Ânima Educação anunciou em julho a compra de 55,78% da participação acionária na Gama Academy, escola de tecnologia que seleciona e capacita profissionais nas áreas de programação. Neste mês, a Trybe, escola de programação, foi avaliada em R$ 1,3 bilhão em uma nova rodada de investimentos.

Estadão
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