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Satélite de duas toneladas da Agência Espacial Europeia deve cair na Terra nesta quarta (21)

Devido à natureza da reentrada do satélite, é impossível determinar com precisão o local e o momento exato em que ocorrerá

20 fev 2024 - 13h15
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Na manhã da próxima quarta-feira (21), é aguardada a reentrada na atmosfera terrestre de um satélite da Agência Espacial Europeia, com a expectativa de que ele se desintegre e queime durante o processo.

Satélite da Agência Espacial Europeia deve cair na Terra
Satélite da Agência Espacial Europeia deve cair na Terra
Foto: Reprodução / ESA / Perfil Brasil

A Agência Espacial Europeia (ESA), através do seu Escritório de Detritos Espaciais, em colaboração com uma rede internacional de vigilância, está monitorando e rastreando o satélite de observação da Terra, conhecido como ERS-2. Prevê-se que esse satélite faça sua reentrada na atmosfera terrestre na manhã de quarta-feira, dia 21, com uma margem de erro de aproximadamente 15 horas.

A ESA está disponibilizando atualizações em tempo real sobre o evento em seu portal. No entanto, devido à natureza da reentrada do satélite, sem possibilidade de manobras, é impossível determinar com precisão o local e o momento exato em que ocorrerá o processo de reentrada e queima, conforme afirmado em comunicado pela agência.

Dessa forma, a incerteza quanto ao momento exato da reentrada do satélite é atribuída à imprevisibilidade da atividade solar, que pode influenciar a densidade da atmosfera terrestre e, consequentemente, o comportamento do satélite em relação à atração atmosférica. Com o sol se aproximando do pico de seu ciclo de 11 anos, conhecido como máximo solar, espera-se um aumento na atividade solar, previsto para ocorrer ainda este ano.

O ERS-2 está com uma massa estimada de 2.294 kg após o esgotamento de seu combustível. Isso o torna comparável em tamanho a outros detritos espaciais que reentram na atmosfera terrestre.

Prevê-se que, a uma altitude de aproximadamente 80 quilômetros acima da superfície terrestre, o satélite se fragmente e parte desses fragmentos queime na atmosfera. A agência ressalta que alguns fragmentos podem alcançar a superfície do planeta, mas enfatiza que não devem conter substâncias nocivas e, provavelmente, cairão no oceano.

Primeiro lançamento

Lançado pela primeira vez em 21 de abril de 1995, o satélite de observação da Terra ERS-2 representou o pináculo da tecnologia na época. A Europa desenvolveu e lançou o satélite, tornando-o assim o mais avançado do seu tipo.

Juntamente com seu congênere, o ERS-1, esse satélite desempenhou um papel crucial na coleta de dados preciosos. Detectou-se informações sobre as calotas polares, oceanos e superfícies terrestres do nosso planeta. Isso, além de monitorar desastres naturais como inundações e terremotos em regiões remotas. Mesmo hoje, os dados inicialmente coletados pelo ERS-2 continuam sendo úteis, conforme afirmado pela agência.

Em 2011 a agência tomou a decisão de encerrar as operações do satélite. Diante da crescente preocupação com o acúmulo de lixo espacial em órbita terrestre, removemos sua presença na órbita terrestre.

No período de julho a agosto de 2011, o satélite realizou um total de 66 manobras de desorbitação. Essas ações visavam garantir a retirada do satélite da órbita de maneira controlada e segura. Finalmente, em 11 de setembro daquele ano, a missão foi oficialmente encerrada com sucesso.

*texto sob supervisão de Tomaz Belluomini

Perfil Brasil
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