PF indicia Vorcaro e mais 14 investigados no caso Master
A Polícia Federal indiciou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e mais 14 pessoas por fraudes na tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. Na Operação Compliance Zero, o grupo responde por gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa, causando prejuízos de R$ 2,7 bilhões com créditos inexistentes. Apontado como líder do esquema, Vorcaro está preso, e a PF solicitou ao STF a prorrogação das investigações por mais 60 dias para a conclusão de perícias pendentes.
Ex-banqueiro é acusado de gestão fraudulenta, induzimento a erro, fraude em fiscalização, lavagem de dinheiro e organização criminosa.A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e mais 14 pessoas pelas fraudes na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). Os outros indiciados incluem Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB; Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro; e ex-diretores dos mesmos bancos.
A informação consta num relatório enviado nesta quarta-feira (28/10) pela PF à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o principal inquérito do caso Master.
A Vorcaro, que está preso na Papudinha, foram atribuídos pela corporação os crimes de gestão fraudulenta, induzimento a erro, fraude em fiscalização e lavagem de dinheiro. Ele é ainda descrito como líder de uma organização criminosa.
As irregularidades foram investigadas na primeira fase da Operação Compliance Zero. De acordo com relatório de indiciamentos, Vorcaro teve "participação pessoal, reiterada e diretiva" nas operações com carteiras de créditos irregulares do Banco Master que causam prejuízos ao BRB.
"Na condição de controlador do Banco Master, Vorcaro ocupava o centro decisório da estrutura examinada e era o principal beneficiário econômico das operações destinadas à obtenção de liquidez para a instituição", concluiu a PF.
Prejuízo de R$ 2,7 bilhões
Todos os investigados foram acusados dos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
De acordo com os investigadores da PF, o prejuízo já apurado é de aproximadamente R$ 2,7 bilhões. Parte das perdas foram provocadas por carteiras de créditos inexistentes, que estavam em nome da Tirreno, empresa de fachada operada pelo Master, e que fez transações com o BRB.
No mesmo documento, a PF ainda solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma prorrogação das investigações por mais 60 dias. O prazo será usado para a conclusão dos exames periciais que estão pendentes e apresentação de um relatório complementar.
ht/le (Agência Brasil, ots)
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