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MP pede que caso de disparo atribuído a deputado do PL em casa noturna de SP vá para a 1ª instância

Segundo o MP, disparo ocorreu fora do exercício do mandato e Marcelo Aguiar (PL) não tem direito a foro por prerrogativa de função no TJ-SP; 'Estadão' tenta contato com a defesa

28 out 2026 - 21h44
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Resumo
O Ministério Público de São Paulo pediu que o caso do disparo de arma envolvendo o deputado estadual Marcelo Aguiar (PL) seja transferido para a primeira instância, por não ter relação com seu mandato. O episódio ocorreu em uma casa noturna da capital paulista após uma confusão, atingindo de raspão o apresentador Fred Bruno. A polícia apura se o tiro foi intencional e investiga suspeitas de importunação sexual, enquanto a defesa alega que o parlamentar sofreu reação adversa a medicamentos.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que encaminhe o caso envolvendo o disparo de arma de fogo atribuído ao deputado estadual Marcelo Aguiar (PL) para julgamento em primeira instância.

O parlamentar foi detido após um disparo acidental em uma casa noturna no Itaim Bibi, na capital paulista, em 19 de outubro. A reportagem tenta contato com a defesa de Aguiar. O espaço segue aberto.

Segundo manifestação do MP-SP, à qual o Estadão teve acesso, como os fatos ocorreram em um estabelecimento comercial e não têm relação com o exercício do mandato de Aguiar na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o caso deve tramitar em uma Vara Criminal da capital paulista, em primeira instância. A Justiça ainda não se manifestou sobre o pedido.

"O relato é de fatos ocorridos no contexto de frequência a estabelecimento comercial, sem qualquer relação com o mandato exercido perante a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Logo, o caso deve tramitar em primeiro grau de jurisdição. Assim sendo, ausente pertinência temática dos fatos com o mandato parlamentar exercido pelo Deputado Estadual MARCELO THEODORO DE AGUIAR, é a presente para requerer o declínio de competência à uma das Varas Criminais da Capital", diz o documento, assinado pelo procurador de Justiça Sérgio Turra Sobrane.

Deputado Marcelo Aguiar (PL) foi detido após um disparo acidental de arma de fogo
Deputado Marcelo Aguiar (PL) foi detido após um disparo acidental de arma de fogo
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

Relembre o caso

Segundo o registro da ocorrência, Aguiar aparentava estar embriagado e teria incomodado frequentadores da festa. Ele foi advertido por homens que estavam no local quando a confusão se formou. Durante a movimentação, o deputado caiu com a arma e houve um disparo.

O tiro atingiu de raspão o pé do apresentador Fred Bruno, da TV Globo. Ele comentou sobre o caso nas redes sociais.

A polícia investiga se o deputado cometeu importunação sexual contra mulheres e se o disparo foi intencional. Segundo relatos de testemunhas, o parlamentar teria "cantado" uma mulher que estava em um grupo de amigos no estabelecimento. Os investigadores apuram se a abordagem configura crime de importunação sexual.

A Polícia Civil também busca esclarecer como ocorreu o disparo durante o bate-boca entre o deputado e homens que estavam na casa noturna. Uma das linhas de investigação é verificar se alguém tentou pegar a arma de Aguiar durante a discussão e se essa movimentação provocou o tiro. Os investigadores ainda apuram quem efetuou o disparo.

A assessoria do deputado, por sua vez, afirmou que ele estava sob efeito de medicamentos fortes, que teriam provocado uma "reação adversa", e que se envolveu em uma discussão. Em nota, negou que ele tivesse sido preso e informou que o parlamentar prestou esclarecimentos à polícia e foi liberado em seguida.

Estadão
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