Nikolas Ferreira e Pavanato falam em ‘impeachment' no ano que vem após decisão de prorrogação das eleições
Deputados bolsonaristas questionaram a decisão do ministro do STF Cristiano Zanin
Os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) se manifestaram nas redes sociais e falaram em impeachment para 2027 após a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o horário de votação até as 19h.
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“Ou a gente ganha. Ou a gente ganha. Tá avisado”, escreveu o parlamentar mineiro em sua conta no X (antigo Twitter). Na sequência, ele emendou: “Mais um impeachment pra ano que vem”.
Antes disso, o deputado publicou um vídeo dizendo que a decisão foi tomada com o objetivo de "criar uma narrativa de golpe" em caso de eleição de Flávio, porque segundo ele, o PT teria inventado que os eleitores estavam sendo impedidos de votar.
Cerca de 20 minutos depois, Pavanato foi na onda do parceiro político. "Entendam: Nessa eleição não aceitamos 'perder'", declarou. O parlamentar também postou um vídeo falando que pediu o imepachment do ministro Cristiano Zanin.
Além deles, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) se manifestou sobre as eleições. Ele defendeu que o pleito deveria ser anulado, pois tanto Luiz Inácio Lula da Silva (PL) e Flávio Bolsonaro (PL) poderiam ser beneficiados com a prorrogação do horário da votação.
AS ELEIÇÕES PRECISAM SER ANULADAS! https://t.co/vEzJehxmJS
— Kim Kataguiri (@KimKataguiri) October 25, 2026
A liminar de Zanin foi dada no final da tarde deste domingo, 25, atendendo um pedido da coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Lula que apontou redução da frota de ônibus em diferentes cidades do País. O novo posicionamento ocorreu após serem identificadas seções pelo Brasil onde as urnas eletrônicas foram encerradas às 17h. Na decisão, o ministro determinou que a votação devia ser "nos locais onde as urnas não foram fechadas".
"As duas candidaturas que disputam as eleições presidenciais no segundo turno alegaram problemas no transporte de eleitores, razão pela qual concedi a medida liminar. Vieram-me informações do TSE sobre o fechamento de urnas às 17 horas. Sem prejuízo das apurações necessárias oportunamente e suas consequências jurídicas, determino que a decisão seja cumprida nos locais onde as urnas não foram fechadas, com a posterior totalização dos votos nas condições enunciadas, sendo que, nas urnas que já foram fechadas os votos serão computados e totalizados, nos termos anteriormente mencionados", determinou Zanin.
Na sequência, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), confirmou que segue a decisão.
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