Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Mercado em MG é denunciado por obrigar funcionários a trocar roupa vermelha por camisa da Seleção na véspera da eleição

Empresa de Capinópolis recusou acordo proposto pelo Ministério Público do Trabalho, que pede R$ 150 mil por danos morais coletivos

21 out 2026 - 14h24
(atualizado às 14h27)
Compartilhar
3 comentários
 Justiça determinou medidas urgentes contra assédio eleitoral
Justiça determinou medidas urgentes contra assédio eleitoral
Foto: Kenneth Richmond/Getty Images

O Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT-MG) ingressou com uma ação civil pública contra um mercado de Capinópolis, no Triângulo Mineiro, após denúncia de que funcionários foram obrigados a trocar o uniforme vermelho habitual por camisetas amarelas da Seleção Brasileira durante o fim de semana que ocorreu o 1º turno das eleições.

Como justificar a ausência na votação? Voto nulo cancela a eleição? Tire essas e outras dúvidas no Terra Responde

Segundo o MPT, a denúncia foi feita em 3 de outubro, um dia antes dos eleitores irem as urnas. No mesmo dia, equipes da Polícia Militar (PM) e do Ministério Público Eleitoral foram até o mercado e confirmaram o relato. 

Diante do caso, o MPT recomendou que a empresa interrompesse práticas que pudessem interferir na liberdade política dos trabalhadores. Antes de recorrer à Justiça, a procuradora do Trabalho Amanda Fanini Gomes Alcântara propôs a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), mas o mercado recusou.

“O empregador não pode utilizar seu poder de direção para influenciar escolhas políticas ou constranger trabalhadores durante o processo eleitoral”, destacou a procuradora na denúncia.

Ao analisar o caso, a Justiça do Trabalho identificou indícios de interferência na liberdade de escolha dos funcionários. O juiz concedeu tutela de urgência e determinou que a empresa não adote condutas que possam influenciar as preferências políticas dos trabalhadores.

A decisão também proíbe a exigência ou o incentivo ao uso de roupas e símbolos relacionados a candidatos, partidos ou posições políticas, além da promoção de manifestações político-partidárias no ambiente de trabalho.

O mercado deverá ainda divulgar um comunicado reafirmando o respeito à liberdade política e ao voto secreto, com afixação em locais visíveis, envio individual aos funcionários e compartilhamento nos grupos corporativos de mensagens.

O MPT pede a condenação da empresa ao pagamento de R$ 150 mil por danos morais coletivos. O processo segue em tramitação na Justiça do Trabalho. O nome do mercado não foi divulgado. 

Jovem é ameaçado de prisão por suposto policial por pedido para 'fazer o L' depois de ato pró-Lula no DF:
Fonte: Portal Terra
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra